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Poder Judiciário de Mato Grosso doa 118 computadores à Secretaria Estadual de Segurança Pública

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O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF), fez a doação de 118 computadores à Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-MT) na tarde desta segunda-feira (15 de julho), possibilitando o fomento da Educação em unidades dos Sistemas Socioeducativo e Prisional. O Termo de Doação de Bens Inservíveis (antieconômicos) foi assinado pelo supervisor do GMF, desembargador Orlando de Almeida Perri, e o secretário-adjunto de Segurança Pública Estadual, em exercício, Heverton Mourett de Oliveira, em solenidade no auditório Gervásio Leite, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
 
Para o desembargador Orlando Perri, a doação propicia ferramentas de reinserção social de adolescentes infratores internados no Sistema Socioeducativo, que receberá 40 dos equipamentos, além de contribuir com as pessoas privadas de liberdade do Sistema Prisional, que não têm como frequentar escola externa.
 
“A doação dos computadores tem a finalidade de levar instrução e Educação para os nossos recuperandos e nossos menores infratores. No Sistema Prisional temos constatado, nas visitas quase mensais que fazemos, que a imensa maioria não tem escolaridade alguma. (…) A maneira que nós vemos de levar a Educação, inclusive cursos profissionalizantes, é através do sistema EAD (Educação a Distância). Daí a necessidade de provermos os computadores”, explicou o desembargador.
 
De acordo com o magistrado, o Poder Judiciário já fez a doação de mais de 300 computadores para o Sistema Prisional e Socioeducativo, além de outras instituições estaduais.  
 
O secretário da Segurança Pública em exercício, Heverton Mourett, afirmou que os computadores vão alcançar os jovens infratores, que estão sob a tutela do Estado, e instrumentalizar as oficinas para que tenham a oportunidade de terem contato com o mundo digital e plataformas típicas da área do ensino.
 
“Antes de tudo esta iniciativa revela o cuidado no processo de participar do zelo desses jovens infratores e até do processo educacional. O propósito ao final de tudo isso é fazer com que eles tenham uma janela de oportunidades. Quer queira ou não, qualquer vaga ocupacional de alguma forma tem uma interface com o mundo digital. Aqui é o Poder Judiciário e o Poder Executivo reunindo esforços para permitir que esse jovem infrator tenha contato com esse mundo e quem sabe ele possa ter essa janela de oportunidade para transformar a própria vida”, concluiu o secretário.
 
A secretária-adjunta de Justiça de Mato Grosso, Lenice Barbosa, disse que os equipamentos serão usados para implementar mini-laboratórios dentro de cada uma das seis unidades socioeducativas existentes no Estado, uma das quais atende o público feminino. Atualmente,  168 adolescentes estão internados no Sistema Socioeducativo de Mato Grosso.
 
Participaram da solenidade também o secretário-adjunto de Administração Penitenciária, Jean Carlos Gonçalves; a coordenadora do Sistema Público Penal e Socioeducativo do GMF, juíza da 2ª Vara da Infância e Adolescente, Leilamar Aparecida Rodrigues; o responsável pelo Eixo Educação do GMF, juiz auxiliar do GMF Bruno D’Almeida Marque; a juíza de Direito Célia Regina Vidotti, além de servidores e servidoras dos Sistemas Prisional e Socioeducativo e do Tribunal de Justiça e GMF.
  
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: a imagem panorâmica mostra o desembargador Orlando Perri inclinado sob uma mesa pequena, assinando o documento. Ele é um homem de pele clara, cabelos curtos e grisalhos, vestido com calça jeans de cor azul clara, camisa social azul-claro e blazer azul-marinho. À sua direita está o secretário em exercício, Heverton Mourett, em pé, olhando para o desembargador e sorrindo. Ele é um homem de pele clara, cabelos e barba grisalhos, segura um óculos de grau com as duas mãos. Ele veste calça jeans azul-escuro, camisa azul-marinho e blazer preto. Atrás deles estão cinco outras autoridades presentes na solenidade. Todos em pé, olhando para o desembargador. Foto 2: a imagem mostra monitores e CPUs de cor preta, envoltos em plástico, empilhadas sob uma mesa de madeira e no chão. 
 
Marcia Marafon
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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