O Governo de Mato Grosso inaugurou, nesta quinta-feira (04.07), o asfaltamento de 79 quilômetros da MT-110, ligando os municípios de Guiratinga e Alto Garças. A obra recebeu um investimento de R$ 90 milhões da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT).
Com o asfalto, Guiratinga, e também o município de Tesouro, passam a ter um acesso asfaltado diretamente até a BR-364. Antes dessa obra, era preciso andar mais de 100 km até Rondonópolis para poder chegar na rodovia federal.
O prefeito de Guiratinga, Waldeci Barga Rosa, afirmou que a obra muda as perspectivas do município. “Esse asfalto muda a região. Vai ter prosperidade em Guiratinga”, disse. Ele lembrou outros investimentos feitos pelo Estado no município, com convênios para recuperar o asfalto urbano, instalação de luminárias de LED, casas populares e câmeras de vigilância.
O prefeito também lembrou que antes o asfalto terminava no município, o que fazia com que o município ficasse “no fim da linha”. O atual governo também entregou o pavimento novo até Tesouro e trabalha nos projetos para asfaltar o trecho até a BR-070, fazendo com que Guiratinga fique no meio de uma importante ligação entre rodovias federais.
Para o governador Mauro Mendes, a entrega de tantas obras é fruto do trabalho realizado pelo Governo do Estado e de todos os mato-grossenses. “Se vocês forem em qualquer um dos 142 municípios do Estado, vocês vão ver obras acontecendo. Isso é aplicar corretamente o dinheiro do cidadão, o imposto que todos nós pagamos tem que ser valorizado e tratado com carinho e respeito”, disse.
Ainda segundo o governador, a expectativa é que esse asfalto da MT-110 traga prosperidade para a região. “Que essa estrada representa não apenas uma logística melhor, mas um novo marco para o desenvolvimento de Guiratinga e Tesouro”, disse.
O secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, disse que o asfalto da MT-110 foi um dos três pedidos de obras que ele fez para o governador, justamente por conhecer a história de Guiratinga.
“É um trecho que por 60 anos separou o desenvolvimento da cidade, porque a BR-364 passando por Rondonópolis tinha deixado Guiratinga sem passagem, como final de linha. Hoje estamos aqui, trabalhando para trazer desenvolvimento e integração para essa cidade”, afirmou.
O deputado estadual Nininho lembrou de todo o trabalho realizado para que a obra pudesse sair do papel. “Essa obra era um sonho de muitos anos, uma obra que a população sonhava em ver como realidade”, disse. Ele ainda lembrou outras obras realizadas na região Sul, que trazem progresso para os municípios.
Já a senadora Margareth Buzetti, lembrou o volume de obras realizadas pelo Governo de Mato Grosso. “Onde a gente vai, a gente vê obras inaugurando, obras que são importantes para a infraestrutura e o desenvolvimento de uma cidade”, disse.
Também participaram da inauguração os deputados estaduais Sebastião Rezende e Gilberto Cattani, os secretários de Estado de Segurança Pública, coronel Cesar Roveri, chefe de gabinete, Jordan Espíndola, e o presidente do Intermat, Francisco Serafim.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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