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Sustentabilidade e inovação no setor madeireiro de MT são destaque em feira internacional

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Mato Grosso apresentou na Feira Carrefour International du Bois o potencial e a qualidade da madeira sustentável produzida no Estado. Realizado de 28 a 30 de maio, em Nantes, na França, o evento é um dos mais importantes para a indústria madeireira mundial, reunindo cerca de 670 expositores de diversos países. Mato Grosso foi representado por uma delegação composta pelo vice-governador Otaviano Pivetta, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e 30 empresários .

Na feira, os empresários de Mato Grosso dispõem de um espaço exclusivo, construído com madeira nativa do estado, onde apresentam uma linha diversificada de produtos de 46 espécies.

De acordo com o vice-governador Otaviano Pivetta, a participação na feira é uma oportunidade de mostrar ao mundo a qualidade e a sustentabilidade da madeira mato-grossense, por meio do manejo florestal sustentável.

“Mato Grosso tem muito mais para ser explorado de maneira sustentável. O mundo compra os produtos de quem faz o bem feito e com sustentabilidade. Fiquei surpreso ao ver o trabalho que os empresários do Mato Grosso estão fazendo e a maneira como se posicionam no mercado mundial. É importante que o governo facilite a vida dos empresários, tornando o setor madeireiro cada vez mais relevante, promovendo o sequestro de carbono e a melhoria da vida de todos”, destacou Pivetta.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, ressaltou a parceria entre governo, setor político e setor econômico. Ele destacou que a madeira sustentável de Mato Grosso é um exemplo para o Brasil e para o mundo.

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“Esses manejos são dentro de áreas privadas de reserva legal. Isso é uma forma do nosso produtor, que já tem uma responsabilidade de garantir a segurança alimentar do Brasil e do mundo preservar 80% da sua propriedade no bioma da Amazônia, possa também ter uma renda de forma sustentável, gerando emprego junto com esses empresários que estão na vanguarda da produção de madeira sustentável”, disse.

Atualmente, Mato Grosso possui 5,025 milhões de hectares de florestas manejadas e conservadas, produzindo 7 milhões de metros cúbicos de madeira a partir de Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS). Em 2022, o setor recolheu R$ 66 milhões em impostos, conforme as informações do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem).

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, destacou os avanços no setor de base florestal nos últimos cinco anos e meio. Dentre os exemplos estão a redução do tempo médio nas análises de processos de licenciamento ambiental e os investimentos na rastreabilidade da madeira, sendo o único estado brasileiro com 100% da cadeia produtiva rastreável.

“Somos modelo para outros Estados brasileiros. Fizemos uma apresentação com o apoio do Fórum Nacional de Base Florestal e do Cipem no Rio de Janeiro mostrando a rastreabilidade da cadeia da madeira nativa, e mostramos como o Governo do Estado garante a legalidade do produto florestal, que chamou a atenção do Banco Mundial. Vamos apresentar essa solução no evento em Manaus (AM). Mato Grosso tem uma imensa capacidade de produzir madeira nativa de origem florestal e estamos no caminho certo para fortalecer a legalidade do produto e ser referência não só brasileira, mas mundial de manutenção da floresta em pé, gerando renda e desenvolvimento econômico a partir do manejo florestal sustentável”.

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Conforme o presidente do Cipem, Ednei Blasius, os produtos florestais de Mato Grosso atendem critérios de rastreabilidade, qualidade e diversidade de espécies, com volume de produção suficiente para atender a demanda de consumidores nacionais e internacionais.

“É um setor importante para economia estadual, sendo o principal gerador de receita em vários municípios, além de ter um sistema de rastreamento da produção florestal (Sisflora 2.0) que é o mais eficiente do mundo, garantindo a procedência e legalidade dos produtos mato-grossenses”, destacou o presidente do Cipem.

O Estado ainda tem potencial para avançar ainda mais e alcançar 7 milhões de hectares de florestas manejadas e conservadas no território mato-grossense. O setor florestal é a base econômica de 44 dos 142 municípios do estado, empregando 12.712 pessoas.

De janeiro a abril deste ano, Mato Grosso exportou US$ 29,7 milhões em madeira, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Em 2023, o estado vendeu produtos florestais para 61 países, alcançando um total de US$ 120 milhões em exportações. Índia, Estados Unidos e França foram os principais destinos da madeira mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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Os R$ 600 mil do deputado Sebastião Rezende para a Unemat ainda precisam ser comprovados

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Deputado afirma ter repassado R$ 600 mil para o curso de Arquitetura e Urbanismo, mas NOB citada para comprovar a transferência não foi apresentada.

A implantação de uma turma especial de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Rondonópolis foi anunciada com previsão de R$ 1,2 milhão. A proposta previa R$ 600 mil destinados pelo deputado estadual Sebastião Rezende e outros R$ 600 mil pela Prefeitura.

Sebastião Rezende afirma que os R$ 600 mil foram repassados e depositados na conta da Prefeitura. Segundo ele, uma Nota de Ordem Bancária (NOB) comprova a transferência. A NOB não foi apresentada publicamente.

Os outros R$ 600 mil também não têm, até o momento, um documento público que estabeleça a obrigação da Prefeitura.

A proposta foi discutida entre o deputado Sebastião Rezende e o então ex prefeito José Carlos do Pátio. O combinado era que o deputado destinaria R$ 600 mil e a Prefeitura colocaria outros R$ 600 mil.

A reportagem investigou e não foi encontrado pela Prefeitura qualquer documento assinado pela gestão anterior. O acordo entre os dois, porém, foi apenas verbal. Não foi apresentado convênio, termo ou outro documento da gestão anterior que determine o pagamento dos R$ 600 mil pelo município.

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Sem esse registro, não há documento que obrigue a atual administração a cumprir o acordo feito entre o deputado e o ex-prefeito.

A estimativa inicial de R$ 1,2 milhão também não representa necessariamente o custo atual do projeto. A implantação de um curso de Arquitetura e Urbanismo envolve despesas como equipamentos e outras necessidades da universidade. O valor atualizado precisa ser informado pela Unemat.

No caso do recurso atribuído do Sebastião Rezende, falta a apresentação da NOB citada pelo deputado. No caso da contrapartida municipal, falta um documento que comprove que a Prefeitura tenha que assumir formalmente o pagamento.

A apresentação desses documentos permitirá verificar quanto foi repassado, quando o dinheiro chegou aos cofres municipais e se existe uma obrigação financeira deixada pela administração de José Carlos do Pátio para a atual gestão.

Essas ações não significam que a Prefeitura tenha assumido o compromisso de R$ 600 mil discutido na gestão anterior.O prefeito Cláudio já disse publicamente que entregaria por meio do doação o prédio para a Unemat no entanto a instituição não se manifestou, fazendo que o núcleo passa-se de 7 cursos para apenas 2, impactanto o acesso dos estudantes da região ao ensino superior gratuito.

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Fonte: Política

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