Tribunal de Justiça de MT

Magistrados, servidores e autoridades prestigiam solenidade de comemoração aos 150 anos do TJMT

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 “Não se pode falar dos 150 anos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso sem versar sobre a beleza do que é o tempo, essa convenção social que transforma o futuro da humanidade estabelecendo frações específicas de períodos em uma fartura de horas, dias, meses e anos. A vida como conhecemos é baseada no tempo, belo e fascinante”. Com essas palavras, a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, propôs a reflexão sobre o tempo ao público que acompanhou a solenidade de comemoração ao sesquicentenário de instalação do TJMT, realizada na tarde desta quinta-feira (23 de maio), na sede do Palácio da Justiça.
 
Centenas de servidores e servidoras, magistrados e magistradas, autoridades de diversos órgãos públicos, advogados e advogadas, operadores do direito e cidadãos e cidadãs acompanharam a solenidade que marcou em algumas horas a passagem do tempo, ao longo de um século e meio em que a Justiça mato-grossense foi sendo construída.
 
“O grande diferencial dessa casa, que nasceu em 1874, ainda como Tribunal da Relação da Província de Mato Grosso, não foi apenas a inovação tecnológica. O que fez o TJMT ser este tribunal respeitado em todo o país, com o Selo Ouro de Qualidade do Conselho Nacional de Justiça por vezes consecutivas, foi a contribuição de mentes brilhantes e comprometidas que inspiraram e continuam a inspirar verdadeiras mudanças sociais além do nosso tempo, e que nunca, mesmo em meio a adversidades, perderam de vista o principal objetivo dessa Casa de Justiça: a pacificação da sociedade”, ressaltou a desembargadora-presidente.
 
Na cerimônia, foram entregues medalhas comemorativas do sesquicentenário às autoridades e aos desembargadores e desembargadoras do TJMT presentes. Os homenageados foram: procurador-geral adjunto do Estado, Luiz Otávio Trovo Marques de Souza, ouvidor-geral do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Antonio Joaquim, procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz, vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-MT), desembargador Aguimar Martins Peixoto, subdefensor público-geral, Rogério Borges Freitas, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Alves Cardoso, e o vice-presidente da Associação Mato-grossense dos Magistrados (AMAM), Bruno D’Oliveira Marques.
 
Em seu pronunciamento, o vice-presidente da AMAM destacou o orgulho em fazer parte da magistratura mato-grossense “A Associação Mato-grossense de Magistrados se orgulha de fazer parte dessa história e é uma parceira incansável na busca pela evolução do Poder Judiciário. O papel da AMAM é de apoiar o Tribunal de Justiça nas ações que visam aprimorar o Poder Judiciário, estimular o aprimoramento constante de seus associados e defender as prerrogativas da magistratura”, destacou o juiz.
 
A presidente da OAB falou sobre a evolução histórica do TJMT, desde as decisões manuscritas até o juízo 100% digital, e do papel das mulheres nessa história. “Quando nós falamos em evolução e mudanças sociais, inclusive, neste momento em que completa um século e meio de história, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso sendo presidido por uma mulher também representa parte dessa mudança. A composição deste tribunal hoje, com 11 desembargadoras, também representa essa mudança social, sempre na busca pela democracia, pela igualdade, buscada por toda a sociedade e pelo Poder Judiciário”, pontuou Gisela Cardoso.
 
“São 150 anos de muita história, investindo em pessoas, equipamentos, tecnologias e, principalmente, não se afastando da sua missão maior, que é fazer justiça em busca da paz social. Novos tempos exigem ideias inovadoras e, não raras vezes, revolucionárias. Tal princípio vale para todas as instituições e órgãos autônomos que integram o sistema de justiça. Todos somos, portanto, elos indispensáveis no propósito de evitar e resolver as disputas com rapidez, transparência e confiabilidade. Esta, creio eu, é a justiça que a maioria dos cidadãos quer”, enfatizou o PGJ.
 
Na solenidade, também foi feito o descerramento da placa comemorativa do sesquicentenário de criação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, juntamente com os tribunais dos estados do Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul e São Paulo.
 
A placa ficará exposta no Palácio da Justiça.
 
Mylena Petrucelli/Fotos: Ednilson Aguiar e Lucas Figueiredo
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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