Uma ação integrada entre policiais militares do 5º Batalhão, com apoio da Polícia Judiciária Civil prendeu, nesta terça-feira (22.05), suspeito do homicídio de Hamilton Corman da Costa, de 40 anos. Ele foi localizado em uma zona rural do município de Tesouro (374 km de Cuiabá).
O crime ocorreu no último domingo (19.05). A vítima foi morta a facadas após um desentendimento e depois teve o corpo incendiado no próprio veículo, às margens da MT-260.
Os envolvidos trabalhavam em uma fazenda e, momentos antes do crime, entraram em discussão, após o jantar. O suspeito se aproximou de Hamilton que estava sentado em um banco e o atingiu com uma faca. Em seguida, quando a vítima estava no chão, o suspeito ainda deu vários golpes nela.
Testemunhas tentaram socorrer Hamilton, mas foram ameaçados de morte pelo suspeito, até mesmo caso acionassem a polícia. A vítima se levantou e tentou fugir pulando pela janela, mas foi novamente golpeado.
Durante ação, o suspeito ainda cortou a mão de uma das testemunhas que tentou ajudar Hamilton. Ele ainda roubou um aparelho celular e uma espingarda calibre 36. O suspeito pegou a vítima, a colocou dentro do carro e fugiu para uma região de mata.
Desde o fato o suspeito estava foragido. Após a prisão, ele encaminhado à delegacia de Guiratinga.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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