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Polícia Civil consegue bloqueio de mais de meio milhão para vítima lesada no golpe do falso boleto

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A Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá conseguiu nesta semana o bloqueio administrativo de R$ 521 mil para uma vítima que foi lesada pelo golpe do falso boleto.

Há um mês, o funcionário de uma fazenda procurou a Polícia Civil e relatou que presta serviços administrativos e financeiros a uma fazenda e enviou no endereço eletrônico da proprietária sete boletos para pagamentos.

A dona da fazenda pagou todos os boletos, mas dois deles tiveram os códigos de barras modificados, sendo que a fazenda os recebeu no e-mail já alterados. O beneficiário original dos boletos é o banco Itaú, porém, os que estavam alterados constavam como favorecido a empresa Google Brasil Internet, totalizando R$ 521.986,40.

O administrador da fazenda entrou em contato com os bancos Itaú e do Brasil comunicando a fraude e depois procurou a Polícia Civil.

A Delegacia de Estelionatos instaurou inquérito para apurar o golpe e conseguiu comprovar que os valores dos falsos boletos não eram devidos à Google Brasil e a empresa fará o reembolso à vítima.

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O delegado Jean Paulo Nascimento explica que no golpe do falso boleto os criminosos descobrem, por meio de pesquisas na internet, informações sobre as pessoas e fraudam os dados das vítimas, alterando os códigos de barras dos boletos, mas deixando como se fossem os originais. “Dessa forma, a vítima acredita que está pagando um boleto verdadeiro, mas no código de barras ou Pix constam informações que direcionam o valor para a conta dos golpistas”, esclarece.

O adjunto da Delegacia de Estelionatos acrescenta ainda que a partir de vazamentos de dados, os golpistas conseguem acesso aos hábitos de consumo e informações pessoais e passam a ter informações sobre as contas mensais das vítimas, por exemplo, e de onde são.

“A partir disso, a fraude será adulterar um boleto, fazendo a reedição do documento e o mantendo como se fosse a conta original esperada pelo consumidor. E o golpe agora altera ainda o QR Code do Pix, alerta dado por empresas de segurança cibernética no País e que ocorre diretamente do e-mail da vítima. Por isso o consumidor deve ficar sempre atento ao pagar um boleto e verificar se houve alteração no nome do destinatário, após a leitura do código de barras ou via o QR-Code do Pix”, alerta o delegado Jean Paulo.

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Como agir

Desconfie de boletos relativos a compras não realizadas ou que estejam com o destinatário diferente daquele usual, principalmente em nomes de instituições bancárias ou empresas. No momento de pagar um boleto, confira se o banco que aparece na tela de pagamento é o mesmo que está no boleto, veja o valor, data de vencimento, nome do beneficiado e demais dados. Se desconfiar dos dados, entre em contato com a empresa ou instituição emissora do boleto.

Quem se sentir lesado, deve procurar imediatamente uma Delegacia da Polícia Civil e registrar a ocorrência. O pré-registro pode ser feito também pela Delegacia Virtual: https://portal.sesp.mt.gov.br/delegacia-web/pages/home.seam

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil prende suspeitos de homicídio que moravam perto da vítima

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (13.10), a Operação Vizinho do Inimigo, para o cumprimento de quatro ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Rondonópolis.

A ação é resultado das investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis sobre o homicídio de um homem, de 45 anos, ocorrido no início de setembro deste ano, na residência da vítima, localizada no bairro Parque Universitário.

Conforme apurado pela Polícia Civil, no dia 5 de setembro, dois homens chegaram ao imóvel em uma motocicleta, entraram na residência e surpreenderam a vítima no quarto, efetuando 15 disparos de arma de fogo calibre 9 mm. A dinâmica do crime indicou uma ação planejada, que impossibilitou qualquer reação da vítima.

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou dois suspeitos do crime. Um jovem de 23 anos é apontado como o autor dos disparos. Já o segundo investigado, de 26 anos, que morava perto da vítima, teria monitorado a rotina do vizinho e arrombado o cadeado do portão para facilitar a entrada dos executores.

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Com base nas provas colhidas, a Polícia Civil solicitou os mandados à Justiça e deflagrou a operação nesta terça-feira (13).

Durante o cumprimento das ordens judiciais, o suspeito de 23 anos foi localizado e preso em uma residência no bairro Parque Universitário. No imóvel, os policiais apreenderam porções de maconha e cocaína, uma balança de precisão e mais de R$ 5 mil em dinheiro.

Diante do material encontrado, o investigado também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, além de ter sido preso temporariamente no âmbito das investigações sobre o homicídio.

Outro mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência do segundo investigado, também no bairro Parque Universitário. Ele não foi localizado durante a diligência e continua sendo procurado pelas equipes policiais.

As investigações prosseguem para esclarecer a motivação do crime, identificar o terceiro envolvido na ação, apontado como o piloto da motocicleta, e aprofundar a apuração sobre a possível participação dos suspeitos em uma facção criminosa com atuação no município.

O nome da operação, Vizinho do Inimigo, faz referência ao fato de que os dois investigados identificados residiam nas proximidades da casa da vítima, circunstância que, segundo a investigação, teria facilitado o monitoramento da rotina e a execução do crime.

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O inquérito policial deverá ser concluído no prazo legal de 30 dias, com o indiciamento dos investigados pelos crimes apurados, conforme os elementos reunidos durante a investigação.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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