Um fugitivo da Penitenciária Central do Estado, condenado a 27 anos por um latrocínio em Sinop, foi recapturado na manhã desta segunda-feira (18.03) por uma equipe de investigadores da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). O foragido foi localizado em uma cerâmica, no bairro Capão do Pequi, em Várzea Grande.
Oziel Rodrigues de Oliveira, de 33 anos, fugiu de um posto de trabalho extramuros no dia 18 de janeiro deste ano. Ele estava trabalhando na construção de uma escola, no bairro Pedra 90, quando abandonou o local e não foi mais visto.
Latrocínio em Sinop
Oziel foi condenado a 26 anos e dez meses de prisão pelo latrocínio do pecuarista Antônio Maronezzi, 59 anos, morto em maio de 2015, em Sinop. A vítima só foi localizada dois meses depois, quando o autor foi preso temporariamente pela Polícia Civil em Cuiabá e indicou o local onde ocultou o corpo do pecuarista.
Maronezzi desapareceu no dia 13 de maio daquele ano e as buscas coordenadas pela Divisão de Homicídios de Sinop mobilizaram os investigadores em diligências na capital e em municípios do médio-norte mato-grossense. No dia 19 de maio de 2015, a caminhonete Hillux da vítima foi encontrada na estrada Nanci, próximo à Gleba Mercedes, nos arredores onde a vítima possuía uma propriedade.
Após a prisão temporária do então investigado pelo crime, as buscas pelo corpo do fazendeiro foram concentradas na Gleba Mercedes, a mais 100 km de Sinop. Oziel confessou o assassinado do pecuarista e disse que a intenção era trocar o dinheiro da venda da caminhonete por drogas.
No dia 02 de julho, a equipe de investigação da Divisão de Homicídios localizou o corpo do pecuarista. O autor do crime contou à equipe policial que pediu carona para a vítima, próximo ao Camping Club, e chegou a pedir dinheiro ao fazendeiro. Diante da negativa em dar o dinheiro, Oziel forçou a vítima a ir até a Gleba Mercedes, onde foi morta com golpes de faca e pauladas.
Após executar o fazendeiro, Oziel roubou a camionete, porém, abandonou o veículo na estrada Nanci porque o veículo ficou sem combustível. Em seguida, ele foi a um bairro em Sinop, onde tentou vender o veículo e o celular roubados da vítima pelo valor de R$ 150,00 em uma boca de fumo.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15.10), a Operação Fantasma, para cumprimento de ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura uma série de furtos de cargas de soja em grãos em uma fazenda, no município de Sapezal, a 480 quilômetros de Cuiabá.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Tangará da Serra, com base nas investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).
Ao todo, são cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão, além de medidas para apreensão de cinco conjuntos veiculares, entre caminhões-tratores, reboques e semirreboques. As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Sapezal, Rondonópolis e Sinop.
Investigação
As investigações da GCCO/Draco identificaram dez episódios de carregamento irregular de soja, ocorridos entre janeiro e agosto de 2026. Segundo as investigações, os crimes envolviam a utilização de veículos e motorista em esquema estruturado, com indícios de participação de funcionários e terceiros.
Conforme os elementos reunidos no inquérito, veículos entravam na propriedade, eram carregados com os grãos e deixavam a fazenda sem cumprir os procedimentos habituais de controle, pesagem, documentação e liberação da carga.
A apuração apontou indícios de uma atuação coordenada entre pessoas que desempenhavam diferentes funções, tanto no interior da unidade rural quanto no transporte externo da mercadoria. A dinâmica investigada envolvia etapas como o controle de acesso à propriedade, a classificação e pesagem dos grãos, o carregamento e a saída dos veículos.
Durante as investigações, os policiais realizaram a análise de imagens do sistema de videomonitoramento, registros de áudio da guarita, leituras automatizadas de placas, controles de entrada e saída, jornadas de trabalho e outros documentos operacionais. O cruzamento das informações permitiu identificar a repetição do mesmo padrão em diferentes ocasiões, além da utilização recorrente de determinados veículos nos episódios investigados.
Apreensão em Rondonópolis
Um dos furtos praticados pelo grupo criminoso, ocorrido no dia 14 de agosto deste ano, após a saída de um conjunto veicular da fazenda, foi possível acompanhar o transporte da carga até Rondonópolis, onde a soja foi localizada e apreendida.
A carga foi posteriormente restituída à empresa vítima e a ação contribuiu para o aprofundamento das investigações e para a identificação de pessoas suspeitas de envolvimento no transporte da mercadoria.
Os levantamentos também apontaram possíveis comunicações relacionadas ao agendamento dos caminhões, à autorização de entrada, ao carregamento e à saída dos veículos, além de referências a valores, pagamentos e à possível tentativa de apagar conversas.
Ordens judiciais
As medidas judiciais buscam aprofundar a coleta de provas e preservar elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos. As buscas têm o objetivo de apreender aparelhos celulares, computadores, documentos, registros de transporte e outros materiais relacionados aos carregamentos investigados.
A investigação continua em andamento, com o objetivo de esclarecer a participação individual dos suspeitos, identificar a destinação das cargas subtraídas e verificar a possível participação de outras pessoas na dinâmica criminosa.
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