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Construtora demonstra interesse em investir R$ 400 milhões para construir casas populares em Sorriso

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Residencial deve contar com 2 mil imóveis financiáveis, com parcelas na casa dos R$ 750

Representantes da Construtora Pacaembu manifestaram, mais uma vez, interesse em investir em Sorriso na construção de residências populares financiáveis. Bruno Villar, Vitor Villar e Wanessa Malheiros foram recebidos, nesta quinta-feira (07.03), pelo prefeito Ari Lafin, pelos secretários Ednilson Oliveira e Fábio Miguel dos Santos (titular e adjunto da Secretaria da Cidade), e pelo coordenador do Departamento de Habitação, Brendo Braga.

Os empresários reafirmaram a intenção de construir mais de 2 mil residências cujo valor final gira em torno de R$ 190 mil e que podem ser financiadas, com parcelas na casa dos R$ 750. Ao todo, o investimento do grupo deve beirar R$ 400 milhões.

No segundo semestre do ano passado, o grupo já manifestou o interesse de trazer para Sorriso os condomínios populares, aproveitando assim os subsídios ofertados por meio do programa 100% municipal Habita Mais. Entre os incentivos, a redução de até 100% do IPTU, ISSQN, taxas relacionadas a projetos, taxa de fiscalização de instalação e funcionamento, taxas de licenciamento ambiental, isenção do ITBI dos bens Imóveis que fizerem parte do projeto de habitação.

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“Sorriso tem mercado para empreendimentos como este e sabemos que a cidade deve continuar crescendo”, estimulou o prefeito, acrescentando ainda que as pessoas que buscam realizar o sonho da casa própria se interessam por imóveis assim, cuja prestação cabe no orçamento familiar, e permite, dessa maneira, sair do aluguel. “É difícil achar um aluguel por menos de R$ 1.500 e isso pesa no orçamento de muitas famílias”, contextualizou.

Secretário da Cidade, Ednilson Oliveira destacou a importância de iniciativas com esta. “O Habita Mais tem justamente este objetivo, de estimular a iniciativa privada a investir na disponibilização de imóveis que possam ser financiados por famílias que hoje pagam aluguel”.

O coordenador do Departamento de Habitação, Brendo Braga, apresentou aos representantes da construtora os números de famílias interessadas em conquistar o tão sonhado “lar, doce lar”. Atualmente, 15.600 famílias já efetuaram o pré-cadastro no site da Prefeitura, demonstrando assim o interesse em participar de programas habitacionais. Para fazer o cadastro, basta acessar o link https://site.sorriso.mt.gov.br/habitacao/precadastro.

Outras frentes

Atualmente, estão sendo analisados pela Caixa Econômica Federal os projetos dos conjuntos habitacionais que vão abrigar os 1.040 apartamentos que serão erguidos em Sorriso por meio da parceria entre Prefeitura, Governo do Estado e apoio da União.

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Os apartamentos, que serão financiados via Caixa Econômica Federal, serão erguidos em três pontos de Sorriso, para famílias integrantes das Faixa 1 (renda bruta familiar de até R$ 2.640,00), Faixa 2 (de R$ 2.640,00 a R$ 4.400,00), e Faixa 3 (R$ 4.400 a R$ 8 mil). Com destinação de áreas pelo Município, o Governo do Estado vai subsidiar até R$ 20 mil por unidade e o Governo Federal até R$ 55 mil para facilitar o processo de financiamento dos imóveis junto à Caixa Econômica Federal.

Além desta parceria, a Prefeitura também está adquirindo uma área de 25 hectares nas proximidades do Residencial Mário Raiter para receber conjuntos habitacionais por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal. Para tanto, serão destinados R$ 31 milhões para a aquisição do terreno. O pagamento se dará em cinco parcelas anuais, com quitação prevista para 2028.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Sorriso

Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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