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Justiça Restaurativa: Campo Verde forma mais 68 pacificadores de Círculos de Construção de Paz

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A pacificação da sociedade por meio da Justiça Restaurativa e suas ferramentas têm rendido bons resultados em vários municípios mato-grossenses por meio de termos de cooperação com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e as prefeituras. Um claro exemplo é Campo Verde (137 km de Cuiabá), que neste primeiro mês de 2024, já formou quatro turmas de facilitadores de Círculos de Construção de Paz. São professores, psicólogos, assistentes sociais e advogados, que receberam sua primeira certificação para atuarem de forma voluntária nas escolas municipais. Além dos formandos, o município conta com 115 profissionais já aptos a realizarem os Círculos.
 
Por meio de um termo de cooperação, Campo Verde e o Tribunal de Justiça, realizam o programa “Eu e Você na Construção da Paz”. O diferencial da parceria é a Lei Municipal nº 2.866/2022, que institucionalizou o Programa de Construção de Paz como política pública de pacificação nas escolas e que serve de inspiração para 19 cidades mato-grossenses que já sancionaram leis municipais.
 
Embora a lei municipal seja de 2022, desde 2018 o município é atendido pelo programa “Eu e Você na Construção da Paz”, realizado pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) e da Justiça Restaurativa da Comarca, coordenado pela juíza Maria Lúcia Prati.
 
A magistrada explica que os professores com a certificação são instrumentos de pacificação dentro das escolas e que a integração da Justiça Restaurativa com a Educação traz inúmeros benefícios não só para os alunos, mas para toda a sociedade. “Quando toda a comunidade escolar está envolvida com as práticas restaurativas há um ganho muito significativo nas relações. São realizados círculos semanais nas escolas e fazemos mapeamento das revelações espontâneas de violação de direitos.”
 
As violações de direito são casos de violência (sexual, física e mental) que eles, espontaneamente, contam durante a sessão, que se assemelha muito a uma sessão de terapia de grupo. “Atualmente temos 60 revelações de abusos de direito, que estão sendo acompanhadas tanto pela escola, quanto pelo Conselho Tutelar e Rede de Proteção. Em caso de violência sexual, encaminhamos para a escuta especializada, com a psicóloga que atende o programa, além de dar outros encaminhamentos pertinentes. Para os casos de alienação parental, entramos com outros tipos de abordagem, novos círculos temáticos, mediação familiar, outras práticas restaurativas que convergem com as práticas dos Círculos de Construção de Paz”, explicou a coordenado do Cejusc.
 
Formação de pacificadores – O curso para formar pacificadores é realizado pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) em parceria com a Escola de Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
Durante a abertura da Jornada da Educação 2024, promovida pela Secretaria de Educação de Campo Verde, conversamos com alguns profissionais da rede municipal que estão inseridas neste universo das práticas da Justiça Restaurativa. Eles contam suas impressões sobre os Círculos de Construção de Paz.
 
Dalvina Bello Kirchesch – professora da Escola Municipal Sabina Lazarin Prati. Já é facilitadora dos Círculos há um ano. “Sinto-me muito feliz em poder estar fazendo parte dos círculos das escolas municipais. Vejo que há necessidade dessa prática porque as crianças precisam e gostam de serem ouvidas. Para elas há uma transformação de comportamento. Sou muito grata por estar fazendo parte dessa rede de apoio aos adolescentes e crianças. A questão do respeito, do diálogo, da cooperação, da fala, da escuta tudo tem a ver com a educação. Os círculos têm várias técnicas que trazemos para nossa vida no dia a dia, na nossa família, principalmente na questão da ordem, da fala e da escuta.”
 
Maria Helena Queiroz Onofre – professora de Matemática, da Escola Municipal Monteiro Lobato. Trabalha com adolescentes do 6º ao 9º ano. “O curso traz um aprendizado muito grande, um olhar diferenciado para quem é professor. Na Escola Monteiro Lobato já são realizados os círculos há três anos e notamos a diferença no comportamento dos alunos. Melhoram o relacionamento com os colegas, professores e demais servidores; passam a enxergar o problema do colega e têm mais empatia.”
 
Letícia Maria Rocha Andrade – representante da Secretaria de Educação de Campo Verde no grupo gestor do Programa Eu e Você na Construção da Paz. Educadora há 15 anos e facilitadora desde 2022. “É algo inovador, transformador e é possível ver as mudanças na vida de qualquer pessoa. Dentro do ambiente escolar podemos ver alguns pontos notórios: o espírito de cooperação e o respeito aos colegas. Eu acredito nessa metodologia, no programa, no Poder Judiciário. Acredito que esse é o caminho. Que o Judiciário e a Educação devem andar de mãos dadas visando o futuro das nossas crianças e adolescente para ser cidadão, não só cidadão de bem, mas pessoas que saibam ouvir, que saibam acolher e que saibam respeitar os outros porque hoje percebemos que está tão difícil na nossa sociedade.”
 
Teodomiro Rodrigues – coordenador escolar do 6° ao 9° anos e professor de Educação Física da Escola Municipal Monteiro Lobato. “O curso foi meu primeiro contato com os Círculos de Construção de Paz, embora na minha escola já é realizado há algum tempo. O curso foi muito bom e minha expectativa é continuar a evoluir cada vez mais em relação ao Círculo. Foi uma experiência muito gratificante.”
 
O Cejusc de Campo Verde mantém uma página com informações sobre o “Programa Eu e Você na Construção da Paz”. Acesse: https://euevoce.tjmt.jus.br/
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: A imagem mostra, em close, a juíza Maria Lúcia Prati, de Campo Verde. Ela é uma mulher branca, de cabelos lisos e loiros, na altura dos ombros. Está vestida com uma blusa de renda preta. Ela está dando entrevista para duas repórteres que seguram microfones e não aparecem na foto.
 
Marcia Marafon/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Álbum físico da Copa do Judiciário chega às 79 comarcas de Mato Grosso

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Foto vertical colorida da equipe da 3ª Vara da Comarca de Barra do Bugres posa para foto. O grupo está reunido em pé, na sala onde trabalham, enquanto dois integrantes exibem exemplares abertos do álbum físico da Copa do Judiciário. A Copa do Judiciário ganhou ainda mais alcance com a entrega dos álbuns físicos para todas as unidades judiciárias do Primeiro Grau de Mato Grosso. As 77 comarcas do interior do Estado já receberam seus exemplares pelos Correios, garantindo que as 79 comarcas mato-grossenses passem a contar com a versão impressa.

Inspirada nos tradicionais álbuns de figurinhas das Copas do Mundo, a iniciativa transforma metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e indicadores de desempenho em figurinhas que podem ser conquistadas pelas unidades judiciais. O objetivo é tornar o acompanhamento dos resultados mais visual, acessível e participativo, fortalecendo o engajamento de magistrados e servidores.

O gestor judiciário da 3ª Vara de Barra do Bugres, Ezequiel Serafim da Paixão Mazzeto, conta que a iniciativa despertou entusiasmo na equipe e aproximou servidores dos indicadores acompanhados pelo CNJ.

“Achei muito interessante o Judiciário aproveitar o clima da Copa do Mundo para criar essa dinâmica por meio de um álbum de figurinhas. Quando soube da iniciativa fiz questão de acompanhar e ver quais figurinhas nossa unidade já havia conquistado e quais faltavam. E agora que recebemos a versão física, toda a equipe ficou bastante entusiasmada para completá-lo”, disse.

Para o assessor de gabinete da 2ª Vara Criminal de Cáceres, Renan Amarília Rodrigues, a Copa do Judiciário trouxe uma forma mais leve e acessível de acompanhar indicadores que, muitas vezes, podem parecer técnicos. “O álbum facilita a compreensão das metas e incentiva a equipe a buscar melhores resultados. A recepção foi muito positiva e, como nossa unidade já atingiu boa parte das metas, recebemos o álbum físico e vimos que está quase completo, o que tornou a experiência ainda mais motivadora”, afirmou.

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As unidades de Cuiabá e Várzea Grande receberam os álbuns físicos nos dias 1º e 2 de julho. A entrega foi realizada presencialmente pela equipe da Corregedoria nas unidades do Fórum de Cuiabá, do Complexo dos Juizados Especiais, do Juizado da Infância e Juventude (no Complexo Pomeri) e do Fórum de Várzea Grande.

Álbum físico da Copa do Judiciário 2026 apoiado sobre uma mesa.Álbum – Idealizado pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), por meio do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi), a Copa do Judiciário aproveita o apelo nostálgico dos tradicionais álbuns de figurinhas para transformar o acompanhamento dos indicadores em uma experiência mais visual, interativa e acessível. Cada figurinha representa uma meta ou resultado alcançado pelas unidades judiciais, permitindo que magistrados e servidores acompanhem sua evolução durante todo o ano.

No dia 09 de julho, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso expandiu o projeto para a segunda instância. No álbum é possível acompanhar os critérios do Prêmio CNJ de Qualidade. Cada um dos incisos do álbum representa uma pontuação a ser obtida e, conforme essa pontuação vai sendo evidenciada, as figurinhas são disponibilizadas para as equipes, até que se complete o álbum.

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Com a expansão da Copa do Judiciário, todos os magistrados e servidores já podem acessar o site copajud.tjmt.jus.br para visualizar e preencher o álbum de figurinhas. Basta cadastrar login e senha informando nome completo, matrícula e seleção do perfil e da unidade.

Leia mais sobre a Copa do Judiciário:

Indicadores do Prêmio CNJ de Qualidade viram figurinhas na Copa do Judiciário do TJMT

Corregedoria convoca o Primeiro Grau para a Copa do Judiciário 2026

‘Copa do Judiciário’ completa um mês com 84,3% do álbum preenchido no primeiro grau

Corregedoria convoca oPrimeiro Grau para Copa do Judiciário 2026

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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