O Grupo Especial de Fronteira (Gefron) apreendeu 72 tabletes de maconha e duas armas de fogo, neste domingo (21.01), em São José dos Quatro Marcos (308 km de Cuiabá). A droga avaliada em R$ 72 mil estava em um carro com duas pessoas, que reagiram à abordagem policial.
Os policiais faziam o patrulhamento na região durante a Operação Protetor das Fronteiras, quando viram o Gol, de cor preta, com dois ocupantes, trafegando em alta velocidade.
Os militares do Gefron emitiram sinais luminosos e sonoros para que o veículo parasse, porém, sem sucesso. Depois de alguns quilômetros de perseguição pela MT-339, os suspeitos (um homem e uma mulher) foram interceptados e apontaram armas em direção aos agentes.
Diante da situação, os policiais atiraram para cessar a ação e socorreram os suspeitos para o pronto-socorro da cidade, mas eles não resistiram aos ferimentos e foram a óbito. No veículo, foram encontrados os tabletes de droga e duas armas de fogo, sendo um revólver de calibre 32 com três munições picotadas, e um revólver calibre 38 com seis munições intactas.
O homem possuía mais de 20 registros criminais por crimes como roubo, receptação, tráfico internacional de droga e arma, entre outros. A mulher tinha registros por receptação e estelionato.
Esta foi a terceira grande apreensão de droga no mesmo final de semana. No sábado (20), o Gefron prendeu dois homens com 60 tabletes de maconha e pasta base de cocaína, na MT-265, em Porto Esperidião (320 km de Cuiabá).
Na sexta-feira (19), uma ação conjunta das forças de segurança resultou na apreensão de aproximadamente 500 kg de cocaína, no município de Conquista D’Oeste (530 km de Cuiabá). O entorpecente estava dividido em 15 fardos que continham a imagem da suástica, símbolo do nazismo.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.