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Presidente da Câmara de Comércio Índia-Brasil conhece o Sorriso em Números

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Prefeito Ari Lafin falou a Leonardo Ananda Gomes sobre o potencial da Capital do Agro

Ainda na capital do Estado, no fim da tarde de quarta-feira (17.01), o prefeito Ari Lafin apresentou, ao presidente da Câmara de Comércio Índia-Brasil, Leonardo Ananda Gomes, o panorama econômico e social, assim como as potencialidades da Capital Nacional do Agronegócio.

O encontro, do qual também participou um grupo de advogados cuiabanos, foi realizado em um escritório de Cuiabá. O secretário de Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil (Semsep), José Carlos Moura, acompanhou a agenda.

O presidente da Câmara de Comércio Índia-Brasil, Leonardo Ananda Gomes, que visita Mato Grosso com o objetivo de estreitar as relações comerciais entre o estado e o país asiático, foi também recebido ontem (18.01), na Assembleia Legislativa.

Ananda destacou, no encontrou com os sorrisenes, que, com a maior população do planeta, e sendo a quinta economia mundial, é grande a demanda da Índia por pulses, o nome dado às sementes secas de leguminosas utilizadas na alimentação, como os feijões, por exemplo.

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Durante a apresentação do prefeito, os representantes da Câmara de Comércio ficaram entusiasmados com as potencialidades do município e, segundo o presidente, em breve pretendem trazer empresários da Índia para conhecer Sorriso e região.

Em sua fala, Ari destacou a história de construção de Sorriso, pontuando dificuldades enfrentadas pelos primeiros moradores e os avanços conquistados ao longo das décadas tendo a agricultura como mola propulsora.

Entre os parâmetros apresentados pelos “Sorriso em Números”, se a microrregião fosse um país, ocuparia a 5ª posição mundial na produção de soja com 11,49 milhões de toneladas produzidas em 3.315,236 hectares de área cultivada. A China, 4º maior produtor mundial, produz 19,6 milhões de toneladas em 6.640.882 hectares. No material, também é esmiuçada a produção da soja, do milho, e de demais itens como o feijão caupi e do pescado de água doce.

Mais dados sobre Sorriso

Na lista entre os 100 municípios com maior valor agregado do agro – aquela que Sorriso ocupa a 1ª posição; há ainda a presença de mais 12 cidades que integram o Cidesa (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental Vale do Teles Pires); todas estão entre o top 100 da produção.

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Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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