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Justiça Comunitária de Barra do Bugres promove Mutirão da Cidadania na aldeia Balatiponé Umutina

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A Justiça Comunitária de Barra do Bugres (177 km a oeste de Cuiabá) promoveu um Mutirão da Cidadania na aldeia Balatiponé Umutina, localizada a 15 quilômetros da área urbana daquele município, na última quarta-feira (13). A iniciativa partiu do juiz da 1ª Vara Cível e coordenador da Justiça Comunitária daquela comarca, Sílvio Mendonça Ribeiro Filho, juntamente com diversos parceiros, atendendo ao pedido da diretora da Escola Estadual Indígena Jula Paré, Eliane Boroponepa Monzilar. No mês passado, o magistrado foi até o local para proferir palestras à comunidade escolar.
 
“Este trabalho é para atender uma solicitação da diretora da escola da comunidade. De imediato, buscamos o apoio da Prefeitura, que prontamente nos atendeu em tudo que nós precisamos. Vários serviços foram oferecidos, como atendimento médico, odontológico, oftalmológico com fornecimento gratuito de óculos, oficina de artes, corte de cabelo, além de expedição de documentos básicos para o exercício dos direitos e acesso à cidadania plena. Foi um dia muito importante e quero agradecer a todos os nossos parceiros”, declarou o juiz.
 
Dentre os parceiros do mutirão, estavam a Prefeitura Municipal, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Correios, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e Cartório do 2º Ofício. Tais instituições ofereceram serviços como emissão de documentos (Certidão de nascimento, RF, CPF, carteira de reservista). Também foi oferecido atendimento médico e odontológico, exames de ultrassom e oftalmológico com doação de óculos de grau. Além disso, foram realizados cadastramento para acesso aos benefícios sociais, carteirinha de idoso, carteirinha do autista, corte de cabelo, pintura facial para as crianças e oficinas de artesanato.
 
Para nós é muito importante esta ação que está acontecendo aqui. Hoje é um momento histórico para nossa comunidade, a primeira ação de uma demanda de vários anos de espera. Espero que outras sejam realizadas”, disse a diretora escolar, Elaine Boroponepa Monzilar.
 
De acordo com o professor e coordenador pedagógico da unidade escolar, Márcio Monzilar Corezomaé, o Território Umutina conta com uma população de aproximadamente 800 pessoas, divididas em 15 aldeias. A aldeia mais antiga e mais populosa é a aldeia Umutina, onde fica localizada a Escola Estadual Indígena Jula Paré, que conta com 68 estudantes do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Foi lá que ocorreu o Mutirão da Cidadania e, no mês passado, ocorreu a visita do juiz coordenador da Justiça Comunitária, que proferiu palestra sobre carreiras jurídicas para os alunos do ensino médio e tirou dúvidas sobre acesso a direitos a todos os presentes.
 
A prefeita de Barra do Bugres, Maria Azenilda Pereira, participou do mutirão e agradeceu a todos pela união de esforços. “Quero agradecer imensamente a todos que estão envolvidos neste projeto e aos moradores que nos receberam com tanto carinho”.
 
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#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Em uma mesa montada no pátio de uma escola estadual na aldeia Umutina, duas servidoras usando a camiseta preta com a logomarca da Justiça Comunitária fazem atendimento de uma mulher indígena, que aparece sentada e de costas na foto. Atrás da mesa, há um banner da Justiça Comunitária afixado na parede azul e branca. Segunda imagem: Seis pessoas em pé, lado a lado, sendo cinco mulheres e o juiz Sílvio Mendonça Ribeiro Filho, usando a camiseta da Justiça Comunitária, calça jeans, tênis, boné e óculos de sol. Ao lado dele, está a prefeita de Barra do Bugres, Maria Azenilda Pereira, usando calça jeans, sapatilha azul clara, camisa branca de manga comprida e óculos de sol. Eles estão no pátio de uma escola. Terceira imagem: Mulher indígena, usando um vestido vermelho, posa para a foto, em pé e mostrando duas certidões de nascimento que obteve no mutirão. Ela está no pátio da escola onde ocorreu o evento.
 
Celly Silva/ Fotos: Prefeitura de Barra do Bugres
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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