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150 anos: revitalização da galeria de vice-presidentes marca história do Poder Judiciário

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Para preservar a memória histórica do Poder Judiciário de Mato Grosso a galeria de vice-presidentes do Tribunal de Justiça, em Cuiabá, foi revitalizada na tarde desta quinta-feira (7 de dezembro), com o descerramento da foto da ex-vice-presidente, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, que exerceu a função na gestão 2021-2022. A presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva participou da cerimônia, que marca as comemorações dos 150 anos do TJMT, data que será oficialmente celebrada no dia 1º de maio de 2024.
 
Ao longo de um século e meio de existência, o TJMT tornou-se fundamental na administração da justiça no estado, tendo a vice-presidência com um papel importante na prestação de serviços à sociedade. A presidente Clarice Claudino destacou a importância da homenagem em vida e a sequência de mulheres nas últimas cinco gestões que estiveram à frente da vice-presidente.
 
“É um momento de alegria, mas principalmente de celebração. Se olharem essa galeria vão ver o quanto foi uma ruptura iniciada pela minha pessoa, inaugurando a ala feminina na vice-presidência e de lá para cá, as mulheres exerceram esse cargo por cinco sucessivas gestões. Temos o conhecimento do esforço e dedicação da desembargadora Maria Aparecida Ribeiro e dos servidores. A equipe da vice-presidência é excelente, tanto que a maioria continua ali, ano após ano. São pessoas comprometidas e com know how invejável. São quase 150 anos de história com muito suor, sorrisos e felicidade de milhares de pessoas, servidores e população. Que esse seja um marco na história do Tribunal, de prestigiar o trabalho enquanto estamos nesse plano. Poder fazer essa homenagem olhando nos olhos da desembargadora Maria Aparecida é muito gratificante”, comentou a presidente.
 
O descerramento da placa da galeria foi marcado por muita emoção em uma iniciativa da atual vice-presidente do tribunal mato-grossense, desembargadora Maria Erotides Kneip para prestar a homenagem à desembargadora Maria Aparecida Ribeiro.
 
“Penso que a função da vice-presidência no contexto da administração do Tribunal de Justiça é extremamente importante. Nós tivemos vice-presidentes que verdadeiramente revolucionaram o Poder Judiciário. A ideia da revitalização da galeria é dar destaque a essas pessoas, especialmente à desembargadora Maria Aparecida Ribeiro que fez um trabalho revolucionário e importantíssimo na vice-presidência na gestão passada”, comentou Maria Erotides Kneip.
 
O momento resgata e preserva a história da corte estadual, junto da neta, a homenageada relembrou o início da carreira, há quase 40 anos, agradeceu os servidores que a acompanham desde então, bem como os juízes auxiliares que estiveram com ela na vice-presidência.
 
“É muita emoção, primeiro porque é o resultado de um trabalho de quase 40 anos dedicados à magistratura. Realmente é um momento de alegria e agradecimento poder inserir meu nome nessa galeria entre os que prestaram relevantes serviços ao Poder Judiciário e à sociedade. É um momento de felicidade, difícil de expressar o que estou sentindo. Quero agradecer a Deus e Nossa Senhora por ter me dado forças para chegar até aqui e agradecer aos servidores e servidoras que estão comigo desde o começo. De lá para cá construímos um trabalho sério e o que hoje acontece comigo, profissionalmente, agradeço a eles pelo esforço e dedicação. Agradeço à desembargadora Maria Erotides, à presidente Clarice, aos magistrados que aqui estão. E que isso seja um exemplo para a minha neta, de que o caminho é desafiador mas é possível chegar onde quisermos.”
 
A galeria de vice-presidentes, agora revitalizada, representa um elo entre o passado e presente contribuindo para a compreensão da evolução da justiça em Mato Grosso com a preservação da memória judiciária.
 
Ao final, a presidente Clarice Claudino entregou flores com a imagem de Nossa Senhora Aparecida para a desembargadora; Maria Erotides entregou uma placa para homenagear a magistrada.
 
Além disso, os juízes auxiliares da vice-presidência nesta gestão, Paulo Márcio Soares de Carvalho e Gerardo Humberto Alves da Silva Junior entregaram placas em reconhecimento ao trabalho dos juízes auxiliares da vice-presidência da gestão passada, Aristeu Dias Batista Vilella e Edson Dias Reis.
 
O corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, que também foi vice-presidente do TJMT, prestigiou a cerimônia, bem como desembargadoras, desembargadores, juízas, juízes, a diretora-geral do TJ, Euzeni Paiva de Paula, a vice-diretora-geral do TJ, Claudenice Deijany F. de Costa, servidoras e servidores prestigiaram a cerimônia.
 
Também esteve presente a conselheira do Conselho Nacional de Justiça, Renata Gil, que está em Cuiabá para participar do Encontro Anual de Integração da Magistratura, promovido pelo TJMT.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto horizontal em plano aberto do descerramento na galeria de vice-presidentes. Aparecem as desembargadoras Maria Erotides, Maria Aparecida e Clarice Claudino e a neta da homenageada. Elas puxam o cordão dourado por onde cai o tecido azul que cobria a foto. Segunda imagem: Foto em ângulo fechado da presidente Clarice Claudino, que usa um vestido preto. Ela fala ao microfone e estão ao lado de magistrados e em frente a galeria. Terceira imagem: Desembargadora Maria Erotides segura a placa entregue À Maria Aparecida. Ela usa microfone para ler o que está escrito. Maria Erotides usa terno branco, é loira, cabelos lisos e compridos que estão presos. Quarta imagem: Maria Aparecida Ribeiro em close fazendo uso da fala em frente a sua imagem na galeria de vice-presidentes. Ela usa um vestido florido, terno branco, óculos de grau. É uma senhora branca de cabelos escuros. Quinta imagem: Maria Erotides está na esquerda da foto. Ao seu lado estão os juízes Paulo Mário e Aristeu, seguido da desembargadora Maria Aparecida com os juízes Edson Dias e Gerardo Humberto. Eles sorriem para foto e usam ternos e camisas com variações de azul.
 
Dani Cunha/Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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