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A regularização fundiária de alguns assentamentos do Estado de Mato Grosso foi tema de reunião entre o corregedor-geral da Justiça do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), desembargador Juvenal Pereira da Silva, o juiz auxiliar da Corregedoria, Eduardo Calmon de Almeida Cézar e o deputado estadual, Valdir Barranco, que é membro da Comissão de Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e Agrário e Regularização Fundiária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
 
No encontro, realizado na manhã de terça-feira (28/11) no gabinete do parlamentar, o corregedor aproveitou a oportunidade para entregar o planejamento estratégico sobre a regularização fundiária da Corregedoria em 2024 e para debater algumas demandas. “Solicitamos o auxílio do deputado em questões que envolvem a regularização fundiária de assentamentos. A Corregedoria recebeu reclamações de que o Incra não está expedindo autorização para que as associações de moradores pudessem realizar o georreferenciamento com empresas privadas”, contou o desembargador Juvenal Pereira.
 
Barranco explicou que o legislativo estadual tem feito um trabalho em conjunto com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) nas questões de regularização fundiária e se prontificou a intermediar o tema entre os órgãos. “Justamente por conta desse trabalho com o Incra temos alertado os assentados sobre a idoneidade das empresas escolhidas para o georreferenciamento, para que as famílias assentadas não tenham prejuízos”, pontuou.
 
Durante a reunião, o deputado telefonou para o superintendente do Incra em Mato Grosso, Edtânio Santos de Oliveira, que participou da reunião pelo viva-voz. “O Incra não tem deferido autorizações para que o georreferenciamento seja feito pelas associações. Existe um procedimento a ser seguido pelas associações e pelos responsáveis técnicos, mas que não vem sido cumprido. Como são terras do Incra precisamos saber sobre todas as etapas do processo, até para haver uma fiscalização sobre esse trabalho. O que tem ocorrido é que as empresas iniciam o processo e só depois notificam o órgão, justamente queremos evitar esse tipo de conduta”, detalhou o superintendente.
 
O juiz auxiliar, Eduardo Calmon, agradeceu os esclarecimentos e destacou que a Corregedoria gostaria de criar um canal de comunicação com o Incra para poder alinhar questões como essa. “Devido essa demanda crescente que temos recebido, gostaríamos de estreitar a relação para que possamos dar uma resposta à sociedade e principalmente para que possamos cumprir com a nossa missão que é fomentar a regularização fundiária. Esse é inclusive um compromisso que o Tribunal de Justiça tem com o CNJ e com a sociedade”, concluiu.
 
#ParaTodosVerem: esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Foto 1: O deputado Valdir Barranco atendeu o corregedor, desembargador Juvenal Pereira e o juiz auxiliar, Eduardo Calmon em seu gabinete na Assembleia Legislativa.
 
Larissa Klein
Assessoria de Comunicação da CGJ-MT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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