Tribunal de Justiça de MT

Metodologia OKR: Poder Judiciário de Mato Grosso amplia objetivos-chave para 2024

Publicado em

Em reunião de alinhamento, a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, reconheceu como fundamental o foco mantido pelas equipes técnicas do Poder Judiciário de Mato Grosso para o alcance das principais metas e resultados, obtidos com a implantação da metodologia OKR (Objetivos e Resultados Chave), e que a partir de agora terão seus objetivos-chave ampliados para o próximo ano.
 
A chegada da nova metodologia, implantada pela gestão da desembargadora Clarice Claudino, trouxe para o Poder Judiciário um modelo de gestão simples, ágil e flexível, aplicado para o planejamento e execução de estratégias, onde desafios e metas são identificados de forma clara, assim como o caminho que deve ser percorrido para o alcance dos resultados.
 
A partir de agora, com a avaliação dos principais resultados obtidos no primeiro ano de gestão do biênio 2023/2024, e o conhecimento sobre os caminhos e desafios que devem ser enfrentados, o Tribunal de Justiça se prepara para ampliar as metas propostas, e desta forma, aprimorar não só o atendimento à população, como também tornar mais simples e eficientes às atividades desenvolvidas por magistrados e servidores.
 
A desembargadora Clarice Claudino destacou a adoção da metodologia OKR, como um dos diferenciais da gestão para o cumprimento eficiente de metas e atendimento à população.
 
“Inovamos ao adotar a metodologia OKR no Poder Judiciário de Mato Grosso, e saímos na frente com o grande desafio de alavancar os nossos resultados. Ao definir objetivos claros e resultados chave e mensuráveis, foi possível auxiliar as equipes, no sentido de que elas mantenham o foco nas atividades mais relevantes, para alcançar os objetivos estratégicos previstos pela gestão. Esse movimento foi essencialmente importante para uma variedade de atividades e tarefas desempenhadas pelo Judiciário. Diante dos resultados conquistados, temos o dever de manter o foco nas diretrizes que norteiam nossa gestão, que são a Pacificação Social, a Gestão de Pessoas, a Gestão por Processos e a Tecnologia da Informação, todos igualmente no mesmo patamar de importância e prioridade. Agradeço os esforços empreendidos até aqui, e peço de maneira especial, que todos mantenham o foco na implementação eficaz da metodologia OKR, elevando os principais indicadores de produtividade, fazendo da nossa administração ainda mais eficiente”, pontuou a presidente.
 
A reunião foi conduzida pelo coordenador de Planejamento do Tribunal de Justiça, Afonso Maciel, que também contou com a presença dos juízes auxiliares da Presidência, Viviane Brito e Jones Gattas, da diretora-geral do TJ, Euzeni Paiva de Paula, da vice-diretora Claudenice Deijany Farias da Costa, de coordenadores e líderes das áreas técnicas.
 
Afonso fez um resgate sobre os conceitos que envolvem a metodologia OKR, a importância de manter o foco sobre as estratégias, e os desafios propostos pelo Judiciário para a ampliação dos resultados em 2024.
 
“O ano de 2023 tem sido um ano de aprendizado e de construção gradativa dos OKRs, mas o desafio, a grande provocação é que para 2024, consigamos constituir OKRs ainda mais forte, e ainda mais alinhados às estratégias da organização. 2023 foi o ano do aprendizado, e 2024 precisa ser o ano da realização. Temos que ter clareza que tarefas não são resultados. Precisamos estar muito atentos para não perdermos tempo naquilo que não tem valor. Não podemos comprometer nossos resultados, mantendo o foco simplesmente nas tarefas. Infelizmente, a maioria das organizações privadas investem pouquíssimo tempo discutindo ou atuando sobre a estratégia, e acabam tendo de 80 a 90% do seu tempo consumido pelo “urgente”, e o tempo de planejar o importante, onde fica? Então, manter o foco é essencial, e um dos nossos principais desafios dentro da ferramenta”, enfatizou Afonso.
 
Afonso também destacou as estratégias de divulgação, desenvolvidas em parceria com a Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, que ampliaram o acesso dos servidores às informações relacionadas a metodologia, seu funcionamento, a importância do engajamento dos servidores e os projetos estratégicos que norteiam o biênio 2023/2024 da gestão.
 
A diretora-geral do Tribunal de Justiça, Euzeni Paiva de Paula parabenizou as equipes pelos resultados atingidos, e pediu o empenho dos servidores para que o Poder Judiciário conclua o ano de 2023 com 100% das metas cumpridas.
 
“Tenho certeza de que todos fizeram seu melhor, cada um dentro da sua área de domínio e de conhecimento. E agora precisamos do empenho de todos nessa reta final para o fechamento do quarto trimestre de metodologia OKR, alcançando a meta de 75% dos resultados entregues. Sabemos dos desafios para o fechamento do ano, mas com o esforço conjunto de todos, e com a mesma união que mantivemos até aqui, tenho certeza de que não só alcançaremos os resultados, como podemos superar as metas definidas para o cumprimento do ano”, sensibilizou Euzeni.
 
As equipes técnicas terão até o próximo dia 30 de novembro, para apresentar os Objetivos e Resultados Chave (OKRs), propostos por cada um dos setores para o ano de 2024.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira foto: Imagem da sala virtual com a realização da reunião técnica entre as equipes.
 
Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  Acusado de matar casal em São Félix do Araguaia vai a júri em menos de um ano após o crime

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Published

on

Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Leia Também:  Projeto Ribeirinho Cidadão leva Justiça, saúde e cidadania a comunidades de difícil acesso em março

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Leia Também:  Corregedor recebe prefeita de Várzea Grande para discutir regularização e créditos fiscais

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA