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Munícipes devem estar atentos à lei que proíbe soltura de fogos de artifício barulhentos

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Multa administrativa pode variar entre R$ 46.076,00 a até R$ 691.140,00

Tradicional nas festas de final de ano, a soltura de fogos de artifícios e artefatos pirotécnicos que produzam estampidos está terminantemente proibida em Mato Grosso, desde junho de 2023.

Regulamentada pela Assembleia Legislativa do Estado, por meio da lei nº 12.155/2023, a norma dirimiu o questionamento jurídico acerca da competência legislativa de os municípios legislarem de forma concorrente para tratar da proteção à saúde e ao meio ambiente.

Além da soltura de fogos de artifícios barulhentos, o dispositivo também veda a comercialização, armazenamento, transporte, manuseio e utilização de qualquer outro artefato pirotécnico de efeito sonoro ruidoso, seja em espaço público ou em locais fechados. A lei não se aplica aos “fogos de vista”, aqueles apenas com efeito visual.

Quem descumprir a lei estará sujeito ao pagamento de multa administrativa que pode variar entre R$ 46.076,00 (quarenta e seis mil e setenta e seis reais) a até R$ 691.140,00 (seiscentos e noventa e um mil e cento e quarenta reais). Esse valor pode ser duplicado em caso de reincidência e até quadriplicado uma vez constatada a continuidade da infração.

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A fiscalização do cumprimento da lei fica a cargo dos órgãos ligados ao Governo do Estado.

Em Sorriso, a prática foi proibida a cerca de quatro anos, com a edição de lei municipal 2.929, de 03 de abril de 2019.

Diversão que custa caro

A soltura de fogos de artifício é culturalmente associada a diversão. No entanto, o que pouco gente sabe é que aqueles minutos de frenesi trazem graves consequências para o meio ambiente e à saúde de humanos e de animais.

Com relação ao meio ambiente, a queima de fogos de artifício emite compostos poluentes para a atmosfera, o que também a caracteriza como uma forma de poluição do ar. Há ainda o risco de incêndio, colocando em risco pessoas, faunas, floras e contribuindo ainda mais com a poluição atmosférica.

Por possuírem uma audição mais sensível, os pets são os maiores prejudicados com os estampidos de fogos de artifício. Como reação, os animais sentem estresse e ansiedade o que, em casos mais graves, pode causar a morte.

Quanto aos seres humanos, as reações são diversas a depender do público atingido.

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Em homens na fase adulta, as queimaduras e amputações lideram o ranking de acidentes. Já nas crianças, a maior preocupação é com as portadoras de Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Em casos não muito raros, o susto com barulho excessivo pode causar ataque epilético, ataque cardíaco e desnorteamento. Ou seja, uma forma de divertimento altamente perigosa, que faz mal não só a quem assume o risco e solta fogos, mas até a quem está a quilômetros de distância.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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