Política MT

Aborto é tema de audiência pública na ALMT

Publicado em

A Assembleia Legislativa, por intermédio do deputado Thiago Silva (MDB), realizou nesta quinta-feira (5), audiência pública para, na Semana Nacional em prol à Vida, discutir com a sociedade as consequências da prática do aborto à saúde física e mental feminina. 

De acordo com o deputado Thiago Silva, a intenção é formatar políticas públicas que melhorem a qualidade de vida e o respeito a todas as suas fazes. “É preciso valorizar a vida desde a sua concepção. A minha posição é de ser contra o aborto e a favor da vida desde a sua concepção. A vida é uma dádiva de Deus, por isso devemos preservá-la e valorizá-la, e ter gratidão, acima de tudo”, disse Thiago Silva. 

O deputado falou também da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF-442), que está na pauta de votação do Supremo Tribunal Federal, que pretende descriminalizar o aborto se praticado até a 12ª semana de gestação. 

“Sobre isso, já apresentei uma manifestação de repúdio na Assembleia Legislativa de total discordância. É uma afronta aos princípios cristãos e da família. É preciso refletir o valor intrínseco da vida de cada ser humano. Isso é uma luta de todos”, disse Thiago Silva.

A fundadora da Associação Mato-Grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção, Lindacir Rocha, afirmou que existem todo o país 32.833 crianças e adolescentes em situações de acolhimento. Desse total, 4.464 crianças estão disponíveis para serem adotadas. No entanto, existem pouco mais de 35 mil pessoas para adotar. 

Aqui, em Mato Grosso, segundo Rocha, existem 481 crianças acolhidas, 65 prontas para a adoção. Na fila de espera, existem 575 pessoas aptas. Em Mato Grosso, há 88 instituições responsáveis pela adoção. 

Leia Também:  Gestão Emanuel Pinheiro reforça segurança nas unidades da rede pública municipal de educação com câmeras de videomonitoramento do Programa Vigia Mais MT

“Por que Mato Grosso tem sessenta e cinco crianças prontas à adoção? O que sempre escutamos é que não existem crianças para adotar. É difícil, é um processo burocrático. Mas temos que pensar nelas. São aquelas que ninguém quer, crianças com deficiência, são aquelas com irmãos e as mais velhas”, disse Rocha. 

“Quando falamos de seis crianças para a busca ativa, é dar visibilidade a elas. A luta é para que cada criança tenha uma família. Infelizmente, temos uma cultura biologista de adoção, de convivência familiar”, disse a fundadora da Ampara.

Lindacir Rocha sugeriu ainda ao deputado Thiago Silva a criação e instalação de uma Frente Parlamentar para a Infância e Adolescência. A outra sugestão é a criação de uma proposta que trata do nome afetivo. “Mas é bom lembrar que a Constituição Federal define que a criança é prioridade. Nós precisamos ainda de uma comissão que trate do direito do nascituro, da 1ª infância e da criança e do adolescente”, afirmou Rocha.

A presidente do Núcleo Quero Viver, Rute Oliveira, destacou que a entidade cuida das mães que não querem a maternidade e por isso, trabalha para que essas mulheres doem os recém-nascidos e não os aborte. “Infelizmente, 87% das mulheres que são atendidas por casas pró-vida são oriundas de igrejas cristãs (católicas e evangélicas). Essa é uma reflexão que precisamos fazer”, disse Oliveira.

“O direito à vida é incondicional. Deve ser respeitado e defendido, em qualquer etapa ou condição em que se encontre a pessoa humana”. Essa afirmação é da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que foi reafirmada pelo Arcebispo da Arquidiocese de Cuiabá, Dom Mário da Silva, durante a audiência pública. 

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá receberá Selo Ouro em Transparência Pública na quarta-feira (4)

A manifestação da CNBB ocorreu após a ex-ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter votado a favor da descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. “Nenhum ser começa com 12 semanas. Como nenhum mês começa no dia 12”, afirmou o arcebispo.

“O aborto é um assassinato. A narrativa tenta relativizar a verdade. A fecundação é o começo da vida humana. Mas os defensores do ADPF-442 querem ser deuses, querendo fazer acreditar que a vida só começa na 12ª semana de gestação. Isso é mais uma mentira”, disse o presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso, Diego Sampaio.

Sampaio afirmou que a falácia para o aborto distorce dados e estudos para sustentar a tese de que o número total de abortos no Brasil, incluindo os espontâneos, é alarmante e a quinta causa de mortes de mulheres no país. 

“Mas não dizem à população que mais de 99% dessas mortes  são consequentes de uma gestação de alto risco de crianças e meninas de até 15 anos de idade que têm cinco vezes mais chance de morte durante a gestação, que de uma mãe acima dos 20 anos”, disse Diego Sampaio.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Política MT

Lei aprovada pela ALMT garante sessões de cinema adaptadas para crianças com autismo

Published

on

O acesso ao lazer e à cultura também faz parte da inclusão de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Neste Dia das Crianças, celebrado hoje (12), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) destaca a Lei nº 13.256/2026, que determina a realização de pelo menos uma sessão mensal de cinema adaptada a esse público e suas famílias nos estabelecimentos do estado.

De autoria do deputado estadual Sebastião Rezende (União), a legislação estabelece condições para tornar a experiência mais confortável e acessível. Durante as sessões, não devem ser exibidas publicidades comerciais, as luzes precisam permanecer levemente acesas e o volume do som deve ser reduzido. Também é garantida a liberdade para entrar e sair da sala ao longo da exibição, conforme a necessidade de cada pessoa.

A lei determina ainda que as sessões sejam identificadas com o símbolo mundial do espectro autista, afixado na entrada das salas. Sancionada em março deste ano, a norma concedeu prazo de 90 dias para a adequação dos estabelecimentos.

Na justificativa do projeto apresentado à ALMT, Sebastião Rezende ressaltou que características como a sensibilidade auditiva e visual podem tornar as sessões convencionais de cinema desafiadoras para pessoas com autismo. Ele afirma no documento que o texto “pretende contribuir para garantir às pessoas com autismo a oportunidade de desfrutar do cinema por meio de sessões adaptadas à sua especificidade”.

Leia Também:  CST da Cultura apresenta demandas dos grupos de trabalho

Acesso à cultura — As sessões adaptadas já fazem parte da programação de cinemas em diferentes municípios de Mato Grosso. Em Cuiabá, a rede Cinépolis, localizada no Shopping Estação, informou que realiza mensalmente sessões inclusivas, com programação distribuída em quatro dias e exibição de dois filmes. Durante essas sessões, o som é reduzido, a iluminação permanece em 50% da capacidade e os espectadores têm liberdade para entrar e sair da sala.

Em Várzea Grande, a rede Cineflix, no Várzea Grande Shopping, informou que realiza sessões destinadas a pessoas com TEA há vários anos, antes mesmo da aprovação da legislação estadual. As exibições ocorrem na última sexta-feira de cada mês, no início da tarde, período de menor movimentação, com iluminação suave, ar-condicionado em intensidade reduzida e liberdade de circulação. O estabelecimento também oferece entrada gratuita para pessoas com deficiência (PCD).

No interior do estado, o Cine 163, em Nova Mutum, iniciou as sessões adaptadas em agosto deste ano. A primeira exibição contou com iluminação suave, som reduzido e ausência de anúncios publicitários. O cinema também adota uma política própria de gratuidade para pessoas com autismo e outras condições, mediante apresentação de documentação comprobatória.

Leia Também:  CST da Saúde Indígena debate saúde mental e reforça construção de políticas integradas

A proprietária do Cine 163, Francielli Vila, explica que o estabelecimento busca envolver as famílias na escolha dos filmes, considerando as diferentes necessidades e preferências das crianças.

“Eu acho importante essa participação delas, para construirmos um melhor evento. É importante dar voz à família. Além da criança ser abraçada, a família precisa ser abraçada também, a família precisa ser ouvida”, afirma.

A experiência relatada em Nova Mutum também aponta para a importância do diálogo com as famílias na construção de espaços de lazer mais acessíveis. Além das adaptações sensoriais, a inclusão envolve o acolhimento das diferentes necessidades e o respeito ao tempo e à forma de participação de cada criança.

Ao estabelecer regras para as sessões adaptadas, a legislação estadual busca ampliar as possibilidades de participação de crianças e adolescentes com autismo em atividades culturais, contribuindo para que o acesso ao cinema seja uma experiência compartilhada com suas famílias.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA