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Leão marinho aparece no Rio Grande do Sul com gripe aviária

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou nesta quarta-feira (04.10) a identificação do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em um leão-marinho-da-patagônia (Otaria flavescens), também conhecido como leão-marinho-do-sul, encontrado na praia do Cassino, localizada no município de Rio Grande, litoral do Rio Grande do Sul.

Este é o primeiro registro da doença em mamíferos marinhos no Brasil. Casos de IAAP em mamíferos desta mesma espécie já foram relatados no Peru, Chile, Argentina e Uruguai.

A investigação e a coleta de amostras foram realizadas em colaboração com o Centro de Recuperação de Animais Marinhos de Rio Grande. As amostras foram analisadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Campinas (LFDA-SP), referência na América do Sul para o diagnóstico do vírus. O LFDA-SP confirmou que se trata do vírus H5N1, conhecido por causar a influenza aviária de alta patogenicidade, previamente detectada em diversas espécies de aves silvestres no país.

Embora as infecções humanas pelo vírus da influenza aviária sejam raras, o Mapa recomenda à população que evite se aproximar das áreas onde os focos foram registrados e que não entre em contato com animais doentes ou mortos, a fim de prevenir a disseminação da doença.

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O Mapa enfatiza que não há risco no consumo de carnes de aves e ovos inspecionados, ou seja, aqueles que possuem os selos de inspeção: SIF, SIE, SIM ou SISBI. O status do Brasil como livre da influenza aviária perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) permanece inalterado, uma vez que não há registros da doença na produção comercial de aves.

Fonte: Pensar Agro

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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