Certa vez um político escreveu que o passado nunca passa. Fazia referência à sociedade dos estados sulistas após a guerra civil norte-americana.
O caso brasileiro é diferente pois parece ser o presente que não passa. Já fomos no passado o país do futuro, segundo Stefan Zweig.
Entre os anos 1930-1980 fomos a nação que mais cresceu no mundo ocidental.
O que aconteceu com o Brasil? Por que o presente se move tão lentamente? Por que ninguém mais diz que somos o país do futuro?
Estamos amarrados por um no gordio e precisamos desata-lo o mais rapidamente possível. Os fatores de conservadorismo petrificaram tanta a sociedade brasileira que é como se não tivéssemos mais um futuro.
Passamos a ter dificuldades para pensar o novo e assim ficamos com o Brasil de ontem.
A paralisia brasileira, no momento em que o mundo passa por transformações radicais, assiste às mudanças sem conseguir se inserir na globalização.
A nossa inserção se faz por meio de uma via neocolonial baseada no setor primário e no modelo exportador de produtos de base hoje ultrapassado. E como se voltássemos no tempo ao período colonial.
A indústria, que foi o carro-chefe da nossa economia, simplesmente quase que desapareceu. Deixou como herança enormes regiões metropolitanas, superpopuladas e seus graves problemas sociais e econômicos.
O eixo se transferiu para o interior, menos populoso, longe das grandes cidades, que não agrega valor aos produtos exportados, paga menos impostos e, por suas características inerentes, é incapaz de pensar a Nação.
Os governos se sucedem e não conseguem romper este círculo vicioso.
Evidentemente que a presidência de Lula se afastou da barbárie nazifascista bolsonarista e busca um novo modelo para a reindustrialização do Brasil. Nesse processo os bancos públicos BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal terão papel de relevo a desempenhar como se espera atualmente.
A reinserção nossa no panorama mundial já se reiniciou em janeiro último fazendo possível a saída brasileira da condição de pária internacional, legado da última administração federal.
O Brasil precisa retomar o desenvolvimento econômico industrial sob pena de continuar a viver no modelo do passado colonial. Temos de não ter como pilar o velho sistema de trocas comerciais coloniais que nos amarra a uma situação reacionária de permanente dependência. Que só gera pobreza e desigualdade social.
Os grandes problemas nacionais só serão vencidos quando conseguirmos a reconstrução de um projeto nacional que tínhamos e pode ser retomado pelo governo do presidente Lula.
Isto passa pelos partidos políticos, pela sociedade civil, universidades e intectuais. Não é tarefa fácil.
Podemos recuperar a capacidade de pensar, de reindustrialização e agir rapidamente para não perdemos a oportunidade de fazer parte ativa e propositiva do mundo novo do século XXI.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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