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Verde Novo leva conscientização sobre arborização urbana e distribui mudas a alunos em Cuiabá

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Você sabia que embaixo da sombra de uma árvore, a temperatura ambiente pode ser diminuída em até 15 graus? E que a arborização urbana, além de embelezar a paisagem das cidades e trazer conforto térmico, filtra a radiação solar, serve como área de convívio comum, evita a erosão do solo e funciona como barreira visual e sonora? Todos esses benefícios contribuem diretamente para melhoria da qualidade de vida da população e foram transmitidos aos alunos dos cursos técnicos de enfermagem, radiologia e eletrotécnica do Centro de Ensino Grau Técnico de Cuiabá, durante a palestra do Juizado Volante Ambiente (Juvam), nessa terça-feira (6 de junho).
 
A palestra, proferida pela engenheira florestal do Juvam, Rosiani Carnaíba, e a distribuição de mudas integram a programação das comemorações da Semana do Meio Ambiente do projeto Verde Novo do Poder Judiciário Mato-grossense que, além da palestra, realizou a distribuição de mudas frutíferas e nativas aos estudantes do Grau Técnico Cuiabá.
 
A estudante de radiologia, Evellyn Carla Florêncio da Silva, conta que sempre viveu próxima da natureza no interior do Estado e sentiu falta do verde quando se mudou para a ¬¬¬¬¬¬¬cidade. “Muito importante ter árvores por perto, poder pegar fruta do pé e quantos benefícios para saúde elas trazem, porque sem ar puro a gente não fica bem. Como o lixo eletrônico, é importante saber onde fazer o descarte correto, a pilha, por exemplo, pode causar câncer. Então preservar o meio ambiente é preservar a vida”, enfatizou.
 
Estudante do curso técnico de enfermagem, Tatiane Dias, fez uma avaliação positiva da iniciativa. “Gostei muito do projeto, da palestra, nota 100! Aprendi muito e a gente vê que a árvore não é importante apenas para fazer uma sobra, mas também para todo meio ambiente em que vivemos”, enalteceu.
 
O Centro de Ensino Grau Técnico atende estudantes com idade entre 18 e 60 anos. Para o coordenador pedagógico do Grau Técnico Cuiabá, Jonatan Gabriel da Silva, o projeto Verde Novo resgata o título de Cuiabá Cidade Verde e agrega valor a grade curricular dos alunos. “Essa ação traz para nossos alunos algo muito importante nos dias atuais. Porque aqui trabalhamos as questões socioambientais. A gente trabalha com eles na área da saúde da radiologia e as questões ambientais também envolvem esse processo educativo e quanto mais disseminar a responsabilidade com o meio ambiente estaremos contribuindo com uma sociedade mais harmônica e livre”, pontuou.
 
Para Jucilene Camargo, aluna do curso técnico em enfermagem, módulo 2, plantar árvore é um exercício que ajuda na preservação ambiental, mas também contribui para uma vida mais saudável. “Fui criada envolvida com a natureza, e para mim a natureza é a essência de nossa vida. Já garanti uma mudinha de Ipê amarelo e uma de amora que vou plantar em casa, pra mim funciona como uma terapia, o projeto está de parabéns”, concluiu.
 
Verde Novo – É um projeto do Poder Judiciário de Mato Grosso, coordenado pelo Juizado Especial Volante Ambiental de Cuiabá (Juvam) em parceria com o Instituto Ação Verde, Grupo Petrópolis, TV Centro América e Energisa.
 
#paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem 1: foto horizontal engenheira florestal do Juvam ministrando a palestra, ela está de é em frente dos alunos, usa calça preta e a camiseta azul do projeto. Imagem 2: foto horizontal, estudantes do Grau Técnico fazendo uma selfie com uma plantinha na mão.
 
Leia mais sobre a Semana do Meio Ambiente:
 
 
 
Eli Cristina Azevedo
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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