Sorriso

Potencialidades da Capital do Agro serão apresentadas no Vale dos Vinhedos

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Agenda foi definida em reunião com empresários sulistas

Criar uma ponte entre Sorriso, a Capital Nacional do Agronegócio e a Serra Gaúcha, com a força de sua indústria. Os primeiros alicerces foram edificados nesta sexta-feira (2 de junho), quando um grupo de empresários do Sul do país, junto a empresários que de lá vieram, assim como secretários e demais servidores públicos, acompanhou a apresentação do “Sorriso em Números”.

O prefeito Ari Lafin detalhou, item a item, o panorama econômico e social de Sorriso, assim como da região, permitindo assim que empresários e investidores possam ter ideia do “antes, o agora” e, assim, poder planejar “o depois”.

Para fazer esse link entre as atividades que podem se complementar e gerar parcerias entre “aqui” e “lá”, o prefeito vai retribuir a visita de hoje com uma agenda de negócios já nos próximos dias. Isso mesmo. O prefeito Ari Lafin vai sentir o Vento Minuano nos dias 15, 16 e 17 de junho, quando fará a apresentação das potencialidades sorrisenses a empresários da região gaúcha do Vale dos Vinhedos.

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A relação, na verdade, explica o prefeito, consiste mais em “ampliar e reforçar”, do que “construir”, afinal, Sorriso nasceu a partir da vinda dos primeiros desbravadores, originários, em sua grande maioria da região Sul. “Se hoje estamos onde estamos e podemos ainda chegar mais longe é porque, num passado de pouco mais de 40 anos, muitos decidiram rumar para cima no mapa e criar novas raízes, em solo mato-grossense”, relembrou Ari, acrescentando que, a partir de 1990, povos de outras regiões do Brasil, como o Nordeste, também começaram a compor Sorriso, hoje uma cidade multicultural.

O advogado Alessandro Spiller, que acompanha o grupo de sulistas, atua, justamente, no trabalho de “unir o útil ao agradável”. Ele, também do Sul, está criando raízes na capital do Agro e deve, também aqui, expandir o trabalho de assessoria em governança, sucessão e de impulsionamento de negócios.

“Nosso trabalho permite contribuir tanto com empresas centenárias, como na profissionalização de famílias empreendedoras, proteção patrimonial e planejamento sucessório”, resumiu o advogado.

“Muito gratificante ver que as sementes plantadas aqui germinaram e hoje seguimos ampliando nossos horizontes, falando de nossa região a empresários que podem firmar parcerias que vão resultar em mais valor agregado aos nossos produtos, mais emprego e renda aos nossos cidadãos”, destacou o prefeito.

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Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Sorriso

Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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