Bolsonaristas golpistas invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto
Os financiadores dos atos antidemocráticos que destruiram os Três Poderes , em Brasília, no dia 8 de janeiro, devem ser o alvo principal no início das investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas, segundo a relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA).
De acordo com Gama, as investigações não irão se limitar apenas a data dos atos golpistas. Ela afirma que haverá uma apuração dos ataques anteriores a data, como o que aconteceu à da Polícia Federal, em 12 de dezembro de 2022, além da tentativa de explosão de caminhão-tanque no aeroporto da capital, em 24 de dezembro.
No entendimento da relatora, tudo está interligado e, os dois primeiros, foram como se os golpistas estivessem “se preparando” para o 8 de janeiro.
Com isso, os primeiros requerimentos para aprovação dos membros devem ser os que envolvem a convocação e a quebra de sigilo das pessoas suspeitas de finaciamento, sejam física ou jurídica. As reuniões para votar requerimentos devem começar na semana que vem.
Até agora a CPI já enviou 100 requerimentos que pedem a quebra de sigilo de pessoas envolvidas na tentativa de golpe. Desde de segunda-feira (29), já foram protocolados 50 novos pedidos. Veja sobre o que são:
transferência de sigilo bancário;
fiscal;
telefônico e telemático.
Com a quebra de sigilo, a polícia consegue ler mensagens contidas em aplicativos, por exemplo.
Os partidos que mais fizeram solicitações de quebra de sigilo foram o PT e PDT, que compõem a base do atual governo. Já o PSDB fez dois pedidos.
Veja para quem os pedidos foram direcionados:
Jair Bolsonaro, ex-presidente
Mauro Cesar Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro;
Ailton Barros, ex-militar ligado a Mauro Cid;
Gonçalves Dias, ex-ministro do GSI do governo Lula;
José Eduardo Natale, ex-coordenador de Segurança das Instalações Presidenciais de Serviço do GSI;
George Washington de Oliveira Sousa, envolvido na tentativa de explosão de um caminhão de combustível em Brasília;
Wellington Macedo de Souza, também envolvido na tentativa de explosão;
Alan Diego dos Santos Rodrigues, comparsa de George e Wellington.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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