A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), deflagrou na manhã desta quinta-feira (01.06), a Operação Escocês para cumprimento de 15 ordens judiciais, com foco nos fornecedores de drogas sintéticas na modalidade “delivery”, que abastecem a cidade de Cuiabá.
As ordens judiciais, entre mandados de prisão e busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) e são cumpridas nas cidades de Cuiabá, Distrito Federal, Foz do Iguaçu (PR) e Santa Maria (RS).
A investigação realizada pela DRE iniciou em 2022, em inquérito policial instaurado para individualizar a conduta de um investigado que fornecia drogas para estudantes em Cuiabá.
Investigações
Nas investigações, foram identificados três grupos criminosos envolvidos no comércio de drogas sintéticas na Capital, por meio da modalidade “delivery”, quando os usuários fazem o pedido do entorpecente por meio de aplicativo de celular e o produto é entregue no endereço informado, disponibilizado para retirada em local combinado ou são negociadas/distribuídas em festas/baladas.
Com o propósito de investigar os suspeitos que, associados, atuavam em ações criminosas voltadas para o tráfico de drogas, o trabalho técnico e as ações foram desenvolvidas por mais de 18 meses, resultando na representação pelos mandados de busca e apreensão e prisões preventivas.
Durante os trabalhos de investigação, foi possível a materialização da prática criminosa por parte dos grupos investigados, com apreensões de diversos tipos de drogas, mormente as sintéticas, inclusive com demonstração da participação criminosa de um dos grupos com arremesso de drogas na Penitenciária Central do Estado, com utilização de drones.
Desdobramento
Com base nas investigações, em outubro de 2022, foi deflagrada a primeira fase da Operação, denominada Operação After, que deu cumprimento de 23 ordens judiciais entre mandados de prisão e busca e apreensão contra os investigados.
Com o material colhido, foi dado continuidade às investigações para identificar os fornecedores da droga para os traficantes de Cuiabá, sendo identificados três traficantes residentes em diferentes estados da federação e que realizavam o envio de drogas por transportadoras ou pelos Correios.
O nome da operação é referência ao principal suspeito que se intitula como o Escocês.
Apoio operacional
As equipes da DRE deslocaram-se aos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal para cumprimento de ordens judiciais contra os investigados.
No Distrito Federal: equipes da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), da Divisão de Operações Especiais (DOE) e 31ª Delegacia de Polícia; Em Santa Maria (MS): Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas; Em Foz do Iguaçu (PR): Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc).
A Polícia Civil, por meio da Central de Flagrantes do município de Barra do Garças, conseguiu localizar um celular e restituir o aparelho para o proprietário, no domingo (28.6), durante trabalho de rotina.
A vítima foi até a Central de Flagrante para registar o boletim de ocorrência de perda de seu celular, modelo Motorola G54, vinculado ao seu número telefônico.
Na ocasião, a vítima foi orientada a realizar o rastreamento do dispositivo por meio da conta de e-mail cadastrada no aparelho.
Após realizar o procedimento, a vítima informou que o sistema de localização indicava o aparelho em um endereço no bairro Ouro Fino.
Diante da informação, a equipe plantonista da Central de Flagrantes de Barra do Garças foi até o local para averiguar os fatos.
No imóvel, o morador contou que havia encontrado o celular e entregou o objeto espontaneamente aos policiais. Em seguida a vítima foi comunicada para comparecer na unidade policial sendo o celular restituído para o proprietário.
A Polícia Civil ressalta que a conduta de encontrar objeto alheio e deixar de restituí-lo ao proprietário ou entregá-lo à autoridade competente, no prazo legal de 15 (quinze) dias, pode, em tese, configurar o delito de apropriação de coisa achada, previsto no artigo 169, inciso II, do Código Penal.
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