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Reunião debate certificação de créditos de carbono

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Créditos gerados com base na não emissão de gases de efeito estufa à atmosfera, comercializados principalmente na bolsa de valores de Cingapura. Esses são os créditos de carbono. E foi para falar um pouco mais sobre isso que o prefeito Ari Lafin e os secretários Cláudio Oliveira (Desenvolvimento Econômico) e Juliano Mezzalira (adjunto de Agricultura, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia), receberam o diretor de Desenvolvimento de Negócios da YMK Grupo, Fábio Moura.

Moura veio a Sorriso para falar sobre a certificação de propriedades com crédito de carbono. Apesar de parecer difícil a discussão, na prática é fácil de entender: a geração e créditos consiste na compra do ativo ambiental dos produtores rurais, ou seja, aquela área que o produtor poderia desmatar, mas que optou deixar a vegetação em pé, seja floresta ou cerrado, pode gerar uma renda extra. Não tem a safra da soja, do milho? Então, esta safra (dos créditos de carbono) é garantida simplesmente pelo fato de se manter a vegetação nativa preservada.

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Mas para poder comercializar esse ativo ambiental, os produtores precisam que suas propriedades passem por certificação de empresa especializada. A proposta que Moura apresenta é de uma certificação com contrato de até dez anos, revisão anual com análise e monitoramento da área certificada. “Hoje, as empresas que realizam esse trabalho exigem contrato de 20, 30 anos e o produtor não pode assumir a responsabilidade por tanto tempo, pois pode ocorrer um incêndio, algo que prejudique a área preservada e o agricultor assume responsabilidades sobre essa área”, explica.

Para ser certificada, uma propriedade passa por análise do solo; carbono; qualidade da água; impacto social com acompanhamento das condições de trabalho ofertadas e biodiversidade. “É um trabalho complexo e demorado”, acrescenta Moura. “Hoje realizamos certificação nos biomas cerrado, caatinga, área amazônica e de Mata Atlântica”, diz.

Conforme Ari, a discussão sobre créditos de carbono já é recorrente junto aos produtores sorrisenses. “É compromisso do mundo zerar emissões de carbono até 2030; dessa forma, o país que não conseguir zerar internamente precisará comprar esses créditos para compensação; essa é uma discussão oportuna e atual com foco na sustentabilidade”, completa o prefeito.

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E pensando em sustentabilidade, a Administração de Sorriso já está engajada nessa discussão. Veja mais em:

https://site.sorriso.mt.gov.br/noticia/prefeito-de-sorriso-conhece-programa-de-compensacao-de-ativos-ambientais-6225f381a7631

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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