Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o habeas corpus e manteve a prisão do ex-ministro da Justiça Anderson Torres. A decisão foi publicada na tarde desta sexta-feira (28).
Barroso entendeu que não pode alterar uma decisão que já foi publicada por um colega de Suprema Corte. Nos pedidos anteriores, o ministro Alexandre de Moraes já havia recusado o pedido de liberdade.
A defesa de Torres justificou a piora no estado de saúde do ex-ministro para embasar o pedido de habeas corpus. Os advogados alegam ‘risco de suicídio’ do ex-ministro a afirmam não haver motivos para a manutenção da prisão.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu parecer favorável para a soltura de Torres. A PGR entende que o ex-ministro tem endereço fixo, não ocupa cargo público e não oferece riscos para as investigações.
Anderson Torres está preso desde 14 de janeiro, por suspeita de conivência e omissão aos ataques de 8 de janeiro em Brasília. Na época, o ex-ministro era secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, mas estava nos Estado Unidos com a família.
Segundo habeas corpus
O ministro Gilmar Mendes foi também negou outro pedido de habeas corpus para Anderson Torres. Dessa vez, o pedido foi impetrado por um advogado pernambucano, que participa da defesa do ex-ministro.
Mendes afirmou que o pedido foi uma tentativa do advogado de ‘autopromoção’ e que o defensor não faz parte da equipe que representa Anderson Torres. O ministro ainda apontou a falta de ética do pedido do advogado.
“O Supremo Tribunal Federal rejeita situações em que terceiros procuram assumir a defesa de acusados sem terem sido contratados, sob a perspectiva do processo penal do espetáculo, isto é, de obter frágil e efêmero facho de luz”, disse Mendes.
“O atravessamento de pleito autônomo desrespeita o profissional da confiança do arguido, configurando comportamento de duvidosa compatibilidade ética”, completou.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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