Filho de ex-governadora é preso por sobrevoar Terra Yanomami
A Polícia Federal prendeu, nessa terça-feira (11), Guilherme Campos, empresário e piloto, filho da ex-governadora de Roraima, Suely Campos, enquanto ele voava em uma área restrita na Terra Indígena Yanomami, sem a autorização da Força Aérea Brasileira (FAB). Ele foi liberado pela Justiça Federal após pagar uma fiança de R$ 50 mil. A partir da última quinta-feira (6), o espaço aéreo na Terra Indígena Yanomami foi fechado para evitar a entrada de invasores na área, e as aeronaves que descumprem as normas estabelecidas pela FAB estão sujeitas às Medidas de Proteção do Espaço Aéreo (MPEA).
Durante a fiscalização, foi constatado que a aeronave de Guilherme não tinha autorização para voar na área vermelha, onde apenas aviões militares e estatais são permitidos, além de ter pousado em uma pista não registrada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A defesa alegou na audiência de custódia que o piloto estava se deslocando para sua propriedade rural, e que houve um possível erro na condução da aeronave, resultando no sobrevoo da área proibida sem a intenção de entrar na Terra Yanomami.
Apesar disso, ele terá que cumprir medidas cautelares, tais como comparecimento bimestral em juízo para informar suas atividades, proibição de se aproximar da Terra Indígena Yanomami, monitoramento eletrônico com área restrita ao município de Boa Vista, e a proibição de se ausentar da cidade sem autorização judicial. Em 2018, Guilherme Campos já havia sido preso pela Polícia Federal durante uma investigação de desvio de recursos públicos do sistema penitenciário de Roraima em contratos fraudulentos, quando sua mãe, Suely Campos, ainda era a governadora do estado.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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