Um homem flagrado em posse de um veículo produto de apropriação indébita, subtraído de uma locadora de Brasília (DF), foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na tarde de terça-feira (04.05), em ação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA). O suspeito de 38 anos foi autuado em flagrante pelo crime de receptação.
Os investigadores da DERFVA estavam em diligências quando localizaram o veículo VW/T-Cross, com restrição de apropriação indébita, estacionado em uma loja de motocicletas na Avenida dos Trabalhadores.
Em abordagem a pessoa que se identificou como responsável pelo veículo, o suspeito disse que era de Brasília e que um amigo havia emprestado o carro para ele. Em checagem no sistema, foi verificado que o veículo, avaliado em mais de R$ 100 mil, deveria ter sido devolvido para locadora no dia 30 de dezembro de 2022 e que a dívida já ultrapassava R$ 14 mil.
Em continuidade as investigações, os policiais descobriram que o suspeito atuava com a compra e venda de veículos e que um terceiro teria trazido o carro para ele até Cuiabá.
Diante dos fatos, ele foi conduzido à DERFVA e após ser interrogado pelo delegado Maurício Maciel Pereira Júnior, foi autuado em flagrante pelo crime de receptação, sendo arbitrada fiança no valor de 30 salários-mínimos.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos no crime.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15.10), a Operação Legado para desarticular o núcleo financeiro de um esquema criminoso que causou prejuízos ao município de Nossa Senhora do Livramento.
Na operação, são cumpridas 30 ordens judiciais expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).
Uma pessoa jurídica e cinco pessoas físicas são alvos dos mandados. Entre elas, estão uma ex-secretária municipal, empresários, pessoas apontadas como laranjas e uma empresa utilizada para a operação financeira do esquema. O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio de aproximadamente 30 policiais das delegacias da Diretoria de Atividades Especiais da Polícia Civil.
A operação é um desdobramento da Operação Liberatio, deflagrada em 2024 pelo Núcleo de Ação de Competência Originária, do Ministério Público de Mato Grosso (NACO/MP-MT), que, na ocasião, teve como alvos o então prefeito e alguns secretários.
Em continuidade aos trabalhos, foi instaurada uma investigação na Deccor para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro associada aos crimes de peculato, corrupção passiva e organização criminosa, na gestão municipal anterior.
Os trabalhos buscam apurar o caminho percorrido pelo dinheiro que teria sido desviado de dois contratos firmados, à época, pela Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento: um deles com um posto de combustíveis, cujo objeto era o abastecimento da frota de veículos oficiais da cidade; e outro com uma construtora responsável pela reforma de pontes de madeira em Nossa Senhora do Livramento.
No período investigado, foram constatadas movimentações de mais de R$ 90 milhões nas contas bancárias dos alvos, incluindo as de uma pessoa que já havia falecido à época das operações financeiras.
Essa pessoa era mãe do proprietário do posto de combustíveis e também avó da proprietária da empresa de construção civil que teria sido beneficiada, de forma atípica, com valores provenientes do posto de combustíveis.
Com base nas investigações, foi solicitada a expedição de mandados contra os investigados, com o objetivo de aprofundar as apurações, arrecadar novos elementos de prova e identificar outros possíveis envolvidos.
Entre as ordens judiciais estão sete mandados de busca e apreensão e seis ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis.
Há também uma ordem de proibição de licitar e contratar com o Poder Público, especialmente com o município de Nossa Senhora do Livramento, direcionada à empresa investigada nesta fase.
Foi determinado o bloqueio inicial de R$ 15,8 milhões nas contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de dois veículos, uma motocicleta e um caminhão.
Além disso, foi determinada a expedição de ordens às instituições financeiras com as quais a pessoa falecida mantinha relacionamento, para que impeçam a reativação ou a utilização indevida da conta por terceiros, inclusive por pessoas que detenham poderes de representação.
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