Elon Musk anunciou nesta segunda-feira (27) que apenas usuários pagantes do Twitter poderão votar em enquetes e aparecer na aba “Para Você”. A medida entra em vigor no dia 15 de abril.
A página “Para Você” é o feed padrão de qualquer usuário do Twitter. Nela, são mostradas publicações relacionadas com as preferências de cada pessoa. É nessa página que aparecem postagens de contas que o usuário não necessariamente segue. Isso significa que, com a mudança, apenas usuários pagantes poderão ter suas publicações recomendadas para outras pessoas.
No Brasil, a assinatura do Twitter Blue custa até R$ 60 mensais . Quando Musk assumiu o controle da rede social, ele inseriu o selo azul nos benefícios do plano, permitindo que qualquer pessoa pague para ser verificada na plataforma.
A novidade distorceu o uso do selo, que antes servia para identificar pessoas com relevância, como celebridades, jornalistas, políticos e ativistas. Agora, a verificação serve apenas para indicar que uma conta é paga e fez um processo de verificação de identidade. Para Musk, essa é a forma de acabar com os bots de spam no Twitter.
“Apenas contas verificadas estarão qualificadas para fazer parte das recomendações Para Você. Essa é a única maneira realista de lidar com enxames avançados de bots de IA assumindo o controle. Caso contrário, é uma batalha perdida sem esperança. A votação em enquetes exigirá verificação pelo mesmo motivo”, anunciou o bilionário.
Com a perda de anunciantes, o Twitter Blue passou a ser ainda mais importante para a receita do Twitter, e usuários comuns estão vendo cada vez mais recursos se tornarem premium, como a autenticação em duas etapas por SMS .
Google testa inteligência artificial para escrever notícias; confira
O Google está atualmente desenvolvendo uma ferramenta de IA generativa, projetada para auxiliar jornalistas em seu trabalho. Denominada “Genesis”, a plataforma tem como objetivo absorver informações detalhadas sobre eventos recentes e produzir notícias.
Segundo uma reportagem do The New York Times, o Google fez uma apresentação da ferramenta Genesis para executivos de alguns dos principais jornais dos Estados Unidos, incluindo o próprio NYT, o The Washington Post e a News Corp, empresa detentora do The Wall Street Journal. A apresentação revelou detalhes sobre o funcionamento da ferramenta de IA generativa voltada para auxiliar jornalistas em suas atividades.
Representante do Google, Jean Crider afirmou que “estamos em estágios iniciais de ideias para fornecer ferramentas de IA que auxiliem os jornalistas em seus trabalhos”, enfatizando a intenção de estabelecer parcerias com editores de notícias no desenvolvimento da iniciativa.
De acordo com pessoas que estiveram presentes na apresentação, o Google tem a convicção de que a IA poderá atuar como uma assistente no trabalho de jornalistas, automatizando o processo de produção de notícias.
Contudo, nem todos ficaram completamente convencidos com a abordagem do Google. Alguns executivos, que preferiram manter o anonimato, revelaram ao New York Times que a proposta da IA desvaloriza os esforços dos profissionais da área em termos de apuração e produção de notícias.
Atualmente, alguns veículos de comunicação já estão empregando Inteligências Artificiais generativas para criar conteúdo, porém, as publicações de notícias têm sido cautelosas em sua adoção, principalmente devido a preocupações relacionadas à tendência da tecnologia de gerar informações factualmente incorretas.
Os pesquisadores constataram que a precisão das respostas geradas pareceu diminuir com o passar do tempo, corroborando os relatos de usuários sobre as versões mais recentes do software apresentando uma aparente “queda de inteligência”. Usuários têm relatado há mais de um mês a percepção de uma queda na qualidade da plataforma.
O Bard funciona de forma bastante similar ao ChatGPT, conseguindo responder perguntas, resumir textos, dar ideias sobre diversos assuntos, escrever e-mails e muito mais.
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